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CRI e CRA: aprenda a investir nesses títulos isentos de IR

Você investe em renda fixa, mas ainda não conhece os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA)? Então, você pode estar perdendo uma boa oportunidade de diversificar a sua carteira com títulos que oferecem boa rentabilidade e isenção de Imposto de Renda.

Parece a combinação perfeita, né? Mas antes de sair comprando esses papéis, é importante entender como eles funcionam, além das vantagens e riscos da operação. Fique tranquilo que você vai encontrar tudo neste artigo aqui. Boa leitura!

O que é CRI e CRA?

CRI e CRA são títulos de renda fixa de crédito privado. Apesar de serem aplicações diferentes, funcionam de forma muito parecida. A diferença é que os CRIs são utilizados para financiar o setor imobiliário e os CRAs para o agronegócio.

Outra característica dos CRIs e CRAs é que eles são títulos securitizados. De forma prática, a securitização é um mecanismo que converte créditos a receber em papéis que podem ser comprados por investidores. As securitizadoras são empresas que compram as dívidas, emitem os CRIs e CRAs e oferecem para os investidores.

Do ponto de vista do investidor, esses papéis não são muito diferentes de outros de renda fixa. Quem investe em CRI e CRA está se tornando credor e dividindo o risco com a companhia e, por isso, é recompensado com juros.

Para a empresa, o objetivo é ganhar liquidez e formar capital de giro com a venda dos seus direitos creditórios.

Como exemplo, podemos pensar em uma construtora: ela financia os imóveis para seus clientes em muitas parcelas. O prazo de conclusão de pagamento pode ultrapassar os 30 anos.

Como alternativa para antecipar esse dinheiro, a companhia vende os direitos creditórios a investidores com a emissão de CRIs. Ao passo que os recebíveis são pagos, os investidores são remunerados conforme o acordo firmado no momento da compra.

O mesmo exemplo poderia ser dado para a emissão de CRAs, mas com empresas da cadeia do agronegócio, como companhias ligadas à produção, comercialização e industrialização de produtos agrícolas.  

Quanto rende investir em CRI e CRA?

Os rendimentos de CRIs e CRAs costumam ser pagos por semestre ou a cada ano, além de um valor maior que o investidor recebe apenas no vencimento.

Seguindo a lógica da renda fixa, há uma certa previsibilidade no retorno do título, dependendo do tipo de aplicação, que pode ser:

  • Prefixada – a taxa de juros é definida no momento da emissão do título e, no vencimento, você recebe exatamente o que foi combinado. Exemplo: 12% ao ano.
  • Pós-fixada – a rentabilidade segue um indicador que é utilizado como referência, como a taxa Selic ou CDI. O retorno pode ser estimado, mas não é preciso, já que varia conforme o indicador. Exemplo: 100% do CDI.
  • Híbrida – nesta modalidade, são combinadas taxas pré e pós-fixadas, como um título que garante uma taxa fixa ano somada à variação da inflação. Exemplo: IPCA + 6%.

Vantagens e desvantagens

Como todo investimento, CRIs e CRAs têm aspectos positivos e negativos que devem ser considerados na hora da escolha.

Uma das principais vantagens desses títulos é a isenção de Imposto de Renda e Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que implica em uma rentabilidade mais elevada. Além disso, a taxa de remuneração costuma ser mais alta em comparação com outros papéis de renda fixa.

Como desvantagem, podemos citar a baixa liquidez, já que CRIs e CRAs são investimentos de prazos mais longos, que variam de 2 a 15 anos. Há também a questão do risco, tendo em vista que o retorno do investidor depende da solidez financeira da empresa para honrar seu compromisso.

Quais são os riscos de investir em CRI e CRA?

E por falar em risco, vale a pena entender mais a fundo os que estão envolvidos nesse tipo de operação. Apesar de serem considerados seguros, CRIs e CRAs apresentam alguns pontos que você deve ter em mente:  

Risco de crédito:

O principal risco deste tipo de investimento consiste na possibilidade de calote por parte do emissor do título ou da seuritizadora, já que não há garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC)

De qualquer forma, existem maneiras de minimizar essa possibilidade, como o regime fiduciário, que garante que se a securitizadora falir, o investidor terá seu retorno garantido, pois os recebíveis não compõem o patrimônio da mesma.

Para reduzir os riscos e atrair investidores, as empresas emissoras também colocam como garantia de pagamento imóveis, no caso dos CRIs, e produções agrícolas, para os CRAs.

Risco de liquidez

Se você acredita que poderá precisar do dinheiro que deseja investir em CRI e CRA antes do vencimento, é importante pensar na liquidez como um fator de risco desses papéis.

Com prazos longos, eles até podem ser negociados no mercado secundário – onde ocorre a compra e venda de papéis de um investidor para outro, mas nem sempre é fácil encontrar compradores no momento em que você precisa.

Quais são os custos e impostos para investir em CRI e CRA?

Como já vimos, um dos principais diferenciais do investimento em CRI e CRA é a isenção de IR e IOF, esta última após 30 dias. Contudo, vale considerar que mesmo isentos, os saldos e rendimentos desses papéis devem ser mencionados na declaração anual do IR.

Quanto aos custos para investir, algumas instituições financeiras cobram uma taxa de administração, que gira em torno de 2%.

Vale a pena investir?

Para quem busca previsibilidade de retorno e taxas atrativas, CRIs e CRAs podem ser uma ótima alternativa, especialmente para quem visa melhores resultados por meio da diversificação da carteira.

Entretanto, como o risco é mais acentuado do que em outros títulos da mesma classe, são mais indicados para perfis moderados e arrojados.

Como escolher o CRI ou CRA ideal?

Parece óbvio, mas o ponto mais importante na hora de escolher um CRI ou CRA é avaliar se as características do título são compatíveis com os seus objetivos e perfil. Analise o prazo do investimento, o retorno oferecido e o risco envolvido na operação.

Busque informações sobre a credibilidade e a saúde financeira da empresa emissora e verifique o rating atribuído pelas agências de risco. O rating é uma nota que mede o risco de crédito do emissor.

Como investir em CRI e CRA?

Pronto para dar o pontapé inicial nos seus investimentos em certificados de recebíveis? Então, é só seguir este passo a passo:

  1. Abra uma conta de investimentos em uma instituição que participe de ofertas públicas de CRI e CRA – Aqui no Daycoval o processo é rápido e fácil. Você abre sua conta pelo site ou app Android e iOS.
  2. Leia com atenção o prospecto do papel no qual deseja investir. Esse documento traz todas as informações que você precisa saber sobre a oferta, incluindo o prazo, o rendimento e as condições de distribuição.
  3. Se estiver de acordo com as condições informadas no prospecto, solicite uma reserva à instituição financeira durante o chamado “período de reserva”. Ao fim deste período, a instituição divulgará o preço final do certificado e a quantidade máxima que pode ser adquirida.
  4. Para seguir com a compra, transfira o recurso que deseja investir para a sua conta e execute a ordem de investimento.

Caso ainda tenha alguma dúvida, entre em contato com um de nossos assessores de investimentos.

Aqui no Daycoval, contamos com um time experts para trabalhar em um bom planejamento para você alcançar os seus objetivos. Fale com a gente!

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