Aqui no Blog do Daycoval, toda segunda-feira, você acompanha as principais notícias da semana do mercado financeiro, com comentários do assessor de investimentos do Daycoval Investe, Arthur Maia. Confira:

Sumário
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O Conflito no Oriente Médio entra na terceira semana, com escalada na tensão e ainda sem uma solução diplomática, minando a cada dia a esperança de que o evento está próximo do fim e pressionando o preço do barril de petróleo, que continua operando acima dos 100 dólares/barril.
As bolsas no mundo continuam acompanhando cada notícia do conflito que, sem nenhum sinal de alívio, crescem os temores com a inflação e os juros. Nos Estados Unidos, o índice S&P 500 fechou a semana em queda de 1,60%, pesando também a revisão do PIB do 4T25 que mostrou uma desaceleração mais acentuada que a primeira leitura.
No Brasil, a semana também foi negativa para o Índice Bovespa, que recuou 0,95% no período. Mas o principal movimento ocorreu na curva de juros futuro, com investidores ajustando suas expectativas tanto para a próxima reunião do Copom quanto para os próximos movimentos no ciclo.
O dólar segue volátil. Durante a semana a moeda brasileira ensaiou uma recuperação, mas acabou devolvendo o movimento nos 2 últimos dias da semana, com a aversão ao risco. A moeda encerrou a semana cotada a 5,25 reais/dólar, medido pela PTAX, do Banco Central.
Notícias da semana do mercado financeiro – cenário doméstico
No Brasil, o principal evento da semana será também a decisão de política monetária do Copom.
A expectativa do Departamento de Pesquisas Econômicas do Daycoval é que o Banco Central inicie o ciclo de cortes de juros com uma redução de 0,25 p.p. na taxa Selic. No entanto, o cenário recente traz um viés de maior cautela, especialmente diante das tensões no Oriente Médio e do impacto sobre os preços do petróleo, o que pode levar o Banco Central a optar pela manutenção da taxa no nível atual.
A decisão de política monetária vem na esteira de um IPCA de fevereiro mais forte do que o projetado, com principal contribuição no setor de serviços em função de reajustes anuais em educação e alta expressiva nas passagens aéreas.
Já na atividade econômica, o destaque será a divulgação do IBC-Br de janeiro, indicador considerado uma prévia do PIB. A expectativa é de alta de 1,4% na passagem de dezembro para janeiro, refletindo principalmente a recuperação do comércio e da indústria no início do ano.
Resumo semanal – cenário internacional
No cenário internacional, o principal destaque será o conjunto de decisões de juros dos principais bancos centrais globais.
A expectativa do mercado é que o Federal Reserve nos Estados Unidos, Banco Central Europeu, Banco da Inglaterra e Banco do Japão mantenham as taxas de juros inalteradas e que em seu comunicado façam a avaliação do conflito.
Nos Estados Unidos, também será acompanhada com atenção a atualização das projeções econômicas do Federal Reserve, divulgadas por meio do gráfico de pontos, o chamado “dots”, que indica as expectativas dos membros do FOMC para as principais variáveis econômicas, em especial a taxa de juros esperada para esse ano e 2027. Espera-se que o Comitê aponte para a retomada de corte ainda este ano.
Do lado da inflação, também será divulgado o índice de preços ao produtor, o PPI, que deve registrar avanço de 0,30%.

Boletim Focus
As medianas das expectativas de Inflação no Focus para 2026 registraram relevante alta de 3,91% para 4,10%. Para 2027, a expectativa ficou estável em 3,80%. Para os demais anos não houve alteração em relação a semana passada, a saber: 2028 (3,50%) e 2029 (3,50%)
A mediana das expectativas para a Selic em 2026 registrou também aumento de 12,13% para 12,25%. Para 2027 a taxa permaneceu inalterada em 10,50%.
Agenda da semana
Entre os principais eventos da semana, destacam-se:
Segunda-feira: Boletim Focus e Divulgação do IBC-Br de janeiro no Brasil
Terça-feira: IGP-10 no Brasil
Quarta-feira: Decisão de juros do Copom no Brasil, decisão de política monetária do Federal Reserve;
Quinta-Feira: Decisão do Banco Central Europeu, do Reino Unido e do Japão;
Sexta-Feira: Agenda mais vazia
Conclusão
Com decisões importantes de política monetária no Brasil e no exterior, além de novos dados de atividade e inflação, a semana deve ser determinante para calibrar as expectativas dos mercados em relação ao início do ciclo de cortes de juros e ao ritmo de crescimento da economia global.
