O mercado muda, e a sua estratégia também pode mudar. A Selic recuou para 14% ao ano e uma pergunta aparece naturalmente: é hora de repensar a carteira?
Neste artigo, você vai entender o cenário macroeconômico que define agosto e conhecer as oportunidades selecionadas para cada perfil de investidor — do conservador ao arrojado. Nathiele Pires, Gerente de Estratégia de Investimentos do Banco Daycoval, traduz os principais movimentos do mercado no episódio mais recente do Onde Investir.
O que você leva deste conteúdo:
- Como a queda da Selic muda a leitura da sua carteira.
- Quais produtos fazem sentido para cada perfil neste momento.
- Por que esta pode ser uma janela para travar boas taxas.
Assista ao vídeo completo com as recomendações de agosto:

Sumário
ToggleO que o cenário macro diz sobre agosto
O mês foi marcado por incertezas no cenário externo. Os ruídos sobre tarifas nos Estados Unidos e o conflito no Oriente Médio seguem pressionando os preços do petróleo, mantendo a volatilidade global no radar.
Nos EUA, a economia cresce e a inflação veio abaixo do esperado, mas o quadro ainda pede cautela. O Federal Reserve manteve os juros entre 3,50% e 3,75% e, com o mercado de trabalho equilibrado e a inflação acima da meta, não descartamos uma alta nas próximas reuniões. Ainda assim, nossa leitura é de estabilidade dos juros americanos até o fim do ano.
No Brasil, a atividade desacelerou no segundo trimestre e o rendimento real caiu pelo terceiro mês consecutivo. A inflação, embora mais benigna, continua exigindo atenção — com os riscos climáticos do El Niño e o processo eleitoral se aproximando.
O Copom reduziu a Selic para 14% ao ano, dando continuidade ao processo de flexibilização dos juros. Nossa projeção é de uma taxa em 13,75% ao final do ano, considerando um novo corte de 0,25% em setembro. Na prática, isso significa que algumas das taxas disponíveis hoje podem não estar por aí nas mesmas condições mais à frente.
O que fazer com essa leitura?
Um cenário de juros em queda não significa simplesmente abandonar o pós-fixado. Significa olhar a carteira de forma diferente:
- Preservar liquidez onde ela é realmente necessária.
- Avaliar oportunidades para travar taxas atrativas.
- Buscar proteção contra a inflação.
- Diversificar gradualmente entre estratégias e prazos.
É com essa lógica que selecionamos as oportunidades deste mês, organizadas por perfil de investidor.
O que os especialistas recomendam para cada perfil
Confira abaixo a seleção de agosto, pensada para se encaixar em objetivos e horizontes distintos.
Perfil conservador: foco em consistência
Para quem valoriza consistência, agosto traz alternativas que fazem sentido em um momento que ainda pede cautela. Vale lembrar: ser conservador não significa concentrar todo o patrimônio em uma única estratégia.
- Daycoval Classic 30 FIRF CP: investe em ativos de renda fixa e busca rentabilidade por meio da exposição ao mercado de crédito, sempre observando critérios de qualidade e risco. É uma alternativa para quem prioriza maior estabilidade na carteira.
- Porto Seguro FIRF DI CP: busca superar o CDI, mantendo pelo menos 95% da carteira atrelada a esse indicador. O fundo conta com uma seleção de créditos privados, monitorados pelo Comitê de Crédito da Porto Seguro Investimentos, em busca de retorno acima do referencial.
- Daycoval IRFM 1 FIF: no universo prefixado, busca superar a variação do IRFM 1, aproveitando oportunidades nos juros prefixados com prazo inferior a um ano. Diversifica preponderantemente em títulos públicos prefixados, podendo alocar em emissores privados de baixo risco de crédito.
Perfil moderado: mais retorno com diversificação
Para o perfil moderado, a história muda um pouco. Aqui existe espaço para buscar mais retorno, desde que acompanhado de diversificação e entendimento do risco assumido.
- Debênture Brava Energia: apresenta taxa prefixada de 14,22% ao ano, com isenção de IR e vencimento em setembro de 2029. Com rating AA pela S&P, a Brava é uma das líderes na produção de petróleo e gás. A taxa prefixada pode ser interessante para quem quer fixar uma remuneração e tem horizonte compatível com o vencimento, sempre considerando os riscos do crédito privado.
- Daycoval Classic Estruturado (para investidores qualificados): multimercado que aloca em Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios, os FIDCs. A estratégia diversifica entre diferentes gestores e fatores de risco, em busca de rentabilidade consistente. Para conhecer todos os detalhes e avaliar a adequação à sua carteira, procure a nossa assessoria de investimentos.
Vale lembrar que as taxas apresentadas podem ser alteradas sem aviso prévio. No caso dos títulos de crédito privado, essas atualizações podem ocorrer diariamente.
Perfil arrojado: mais potencial de retorno
Para completar as alternativas de agosto, selecionamos opções voltadas ao investidor arrojado — para quem busca maior potencial de retorno e aceita um nível mais elevado de risco.
- Daycoval Bolsa Americana USD BDR-Ações: fundo de ações que busca a valorização das cotas por meio de investimentos em BDRs Nível 1 de empresas norte-americanas listadas em bolsa, de diversos setores. O investimento fica exposto tanto à oscilação desses ativos quanto à variação do câmbio entre o real e o dólar, permitindo diversificar o patrimônio com exposição ao mercado americano.
- ETF B5P211: alternativa para quem busca exposição a títulos públicos atrelados à inflação, com menor sensibilidade às oscilações de prazo mais longo. O fundo replica o índice IMA-B 5 P2, investindo em títulos públicos indexados à inflação com vencimentos inferiores a cinco anos. É uma forma acessível de buscar proteção inflacionária, considerando os riscos de mercado envolvidos.

Tesouro IPCA+: uma opção que atravessa perfis
Vale um destaque para um produto que se adapta a diferentes perfis de acordo com o prazo escolhido — e que provavelmente você tem visto em muitos comentários ultimamente: o Tesouro IPCA+.
Quanto mais longo o vencimento, maior tende a ser a exposição à oscilação de preços no mercado secundário, o que aumenta a sensibilidade do título às variações das taxas de juros. Isso pode ampliar tanto o potencial de valorização quanto o de desvalorização, caso o investidor venda antes do vencimento.
A rentabilidade combina a variação do IPCA com uma taxa fixa definida no momento da aplicação, buscando preservar o poder de compra e gerar ganho real ao longo do tempo — especialmente para quem mantém o investimento até o vencimento.
Por isso, ele pode ser considerado para objetivos de longo prazo, como aposentadoria, sucessão ou outros projetos futuros. No Daycoval, o cliente acessa diferentes prazos e taxas — com vencimentos em 2028, 2029, 2030, 2032, 2035 e 2045 — sem pagar a taxa de custódia de 0,20% ao ano cobrada pelo Tesouro Direto.
A escolha do prazo e do ativo deve considerar a estratégia, o horizonte e o perfil de cada investidor. Converse com a nossa assessoria para avaliar a combinação mais adequada ao seu portfólio.
Chegou a hora de posicionar sua carteira para agosto
Agosto marca uma nova fase para os juros brasileiros. Com o corte esperado em setembro, a inflação ainda exigindo atenção e o cenário externo volátil, este é um momento importante para revisar o posicionamento da carteira.
Três pontos resumem o mês:
- Os juros seguem em patamar elevado, o que ainda abre boas oportunidades.
- Existem alternativas para diferentes estratégias e horizontes.
- Esta pode ser uma janela para travar taxas antes que o ciclo de cortes avance.
A sua carteira merece atenção redobrada neste momento de transição. Converse com os nossos especialistas e avalie as estratégias mais adequadas ao seu perfil e aos seus objetivos — com a solidez e a experiência da assessoria do Daycoval.
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Este material foi elaborado pelo Banco Daycoval S.A (“Daycoval”). As informações deste material são apenas informativas e não constituem solicitação, oferta ou recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Antes de qualquer decisão de investimento, os clientes deverão realizar o processo de suitability e confirmar se o produto apresentado é indicado para o seu perfil de investidor. Para fins de verificação da adequação do perfil do investidor aos produtos de investimento oferecidos, é utilizado a metodologia de adequação por produto, nos termos das Regras e Procedimentos do Código ANBIMA de Distribuição de Produtos de Investimento. Fundos de investimento não contam com garantia do administrador do fundo, do gestor da carteira ou de qualquer mecanismo de seguro. Leia a lâmina de informações essenciais, se houver, e o regulamento do fundo antes de investir. O investimento em Fundos de Investimento não é garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito – FGC. Demais informações sobre o fundo podem ser obtidas através da Lâmina e no Regulamento do fundo, disponíveis no site do Administrador, da CVM e pelo site da gestora Daycoval Asset Management https://www.daycoval.com.br/asset/#/renda-fixa. Investimentos em crédito privado apresentam baixa liquidez e podem não contar com um mercado secundário ativo e em caso de venda antecipada o preço de negociação pode oscilar significativamente, dependendo das condições de mercado e da avaliação dos ativos. Títulos de crédito privado não contam com a garantia do FGC. Investimentos em Tesouro Direto atrelados aos índices de inflação e prefixado podem acarretar em perda no valor aplicado quando da venda antes do vencimento no mercado secundário, devido a marcação a mercado. Os indicadores, taxas e demais informações apresentadas neste material são elaboradas com base em dados públicos e estão sujeitas a alterações sem prévio aviso. As projeções e cenários contidas neste material são baseadas em premissas atuais de mercado e estão sujeitas a mudanças sem aviso prévio, e foi elaborado com base em fontes consideradas confiáveis e disponíveis na data de sua publicação. Estas premissas são indicativas e sujeitas a incertezas e contingências comerciais, econômicas e competitivas significativas, podendo se mostrar incorretas no futuro. Os leitores são advertidos de que resultados futuros podem diferir significativamente das projeções feitas. Os investimentos internacionais envolvem riscos específicos, como variação cambial, mudanças regulatórias, instabilidade política e econômica em diferentes jurisdições, entre outros fatores que podem impactar o desempenho dos ativos. O investidor deve estar ciente de que os investimentos no exterior podem envolver custos adicionais, como taxas de conversão de moeda e tributação específica conforme a legislação vigente de cada país. Os produtos apresentados neste relatório podem não ser adequados para todos os clientes. O Banco Daycoval não se responsabiliza por decisões de investimento tomadas com base neste material, nem por prejuízos decorrentes de seu uso. É recomendada a leitura cuidadosa da lâmina de informações essenciais e do regulamento do fundo de investimento pelo investidor antes de aplicar seus recursos.
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