Aqui no Blog do Daycoval, toda segunda-feira, você acompanha as principais notícias da semana do mercado financeiro, com comentários da assessora de investimentos do Daycoval Investe, Priscila Gabriela. Confira:

Sumário
ToggleResumo semanal – cenário internacional
Começando pelo cenário internacional, um dos principais assuntos desta semana será o encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping.
As discussões envolvem temas relevantes para a economia global, como comércio, tarifas, minerais estratégicos, inteligência artificial e questões geopolíticas.
Outro ponto que merece atenção é o petróleo.
Os preços da commodity recuaram nesta segunda-feira, em meio à expectativa de avanços diplomáticos e de uma recuperação parcial dos embarques na região do Oriente Médio.
O Brent chegou a operar abaixo de US$ 102 por barril, enquanto o WTI também apresentou queda.
Para os mercados, o petróleo é importante porque seus preços têm impacto sobre as expectativas de inflação e, consequentemente, sobre a trajetória dos juros.
A agenda econômica internacional, por outro lado, é um pouco mais enxuta.
Nos Estados Unidos, os investidores acompanham principalmente os PMIs preliminares de setembro, os pedidos de auxílio-desemprego e os dados do mercado imobiliário.
Também vale lembrar que, na semana passada, o Federal Reserve elevou os juros em 0,25 ponto percentual, levando a taxa para o intervalo entre 3,75% e 4%. As projeções dos dirigentes ainda apontam para mais uma alta neste ano.
No Reino Unido, o Banco da Inglaterra manteve a taxa em 3,75%, enquanto o Banco Central do Japão elevou os juros para 1,25%.
Notícias da semana do mercado financeiro – cenário doméstico
No Brasil, depois da redução da Selic para 13,75% ao ano, a atenção agora se volta para os documentos que podem ajudar a entender os próximos passos da política monetária.
O primeiro destaque será a ata do Copom, divulgada na terça-feira.
O Comitê manteve sua projeção de 3,2% para a inflação no primeiro trimestre de 2028 e também preservou um balanço de riscos que considera maiores as chances de a inflação ficar acima da meta.
Por isso, a ata será importante para entender como o Banco Central está avaliando a combinação entre inflação, atividade econômica e os riscos para os próximos meses.
No Boletim Focus, a expectativa para a Selic no final de 2026 caiu de 13,75% para 13,50%. Para 2027, 2028 e 2029, as projeções permanecem em 12%, 10,5% e 10%, respectivamente.
Para a inflação de 2026, a mediana das expectativas subiu levemente, de 4,90% para 4,92%.
Na inflação corrente, nossa projeção para o IPCA-15 é de alta de 0,45%, refletindo principalmente o fim dos descontos na conta de energia elétrica relacionados ao bônus de Itaipu.
Para setembro, outubro e novembro, nossas projeções para o IPCA são de 0,42%, 0,29% e 0,35%. Para o ano, mantemos uma projeção de 4,8%.
Os índices de preços mais recentes também mostraram alguma pressão. O IGP-10 subiu 1,47% em setembro, acima do esperado, enquanto a segunda prévia do IGP-M também avançou 1,47%.
Na atividade econômica, os dados começam a mostrar uma perda gradual de ritmo.
O varejo restrito caiu 0,8% em julho, enquanto o varejo ampliado avançou 0,4%. O IBC-Br, por sua vez, recuou 0,2%, registrando a segunda queda consecutiva.
Esses números reforçam a percepção de desaceleração da economia no início do terceiro trimestre.
Nossa projeção é de crescimento de 0,2% do PIB no terceiro trimestre e de 1,8% em 2026.

Agenda da semana
Segunda-feira — 21/09
Hoje, a semana começa com o Boletim Focus trazendo as expectativas do mercado para inflação, juros, câmbio e crescimento da economia.
Também teremos a balança comercial semanal.
No exterior, o mercado acompanha o encontro entre Trump e Xi Jinping e, principalmente, seus possíveis impactos sobre comércio e economia global.
O comportamento do petróleo também estará no radar.
Terça-feira — 22/09
Na terça-feira, o principal destaque será a ata do Copom.
No exterior, continuam as repercussões das discussões entre Estados Unidos e China.
Quarta-feira — 23/09
Na quarta-feira, teremos a divulgação do IPC-S, da FGV, e do Fluxo Cambial semanal, pelo Banco Central.
Nos Estados Unidos, o destaque será a divulgação dos PMIs preliminares de setembro, que ajudam a medir o ritmo da atividade econômica.
O mercado também continuará acompanhando o petróleo e as negociações entre Estados Unidos e China.
Quinta-feira — 24/09
A quinta-feira traz um dos principais eventos da agenda brasileira: a divulgação do Relatório de Política Monetária.
O documento apresenta a avaliação do Banco Central sobre a economia e suas projeções para a inflação, sendo uma referência importante para acompanhar a condução da política monetária.
Nos Estados Unidos, teremos os pedidos semanais de auxílio-desemprego, além de dados do mercado imobiliário.
Sexta-feira — 25/09
Para fechar a semana, na sexta, o destaque no Brasil será o IPCA-15 de setembro, divulgado pelo IBGE.
A prévia da inflação será importante para avaliar o comportamento dos preços e acompanhar o ambiente para as próximas decisões do Banco Central.
Também teremos indicadores da construção civil e o INCC-M, da FGV.
Nos Estados Unidos, será divulgado o índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan.
Conclusão
Em resumo, esta será uma semana bastante importante para entender os próximos passos da política monetária no Brasil.
Além dos dados econômicos, o ambiente político também continua sendo acompanhado pelos investidores, especialmente pelos possíveis impactos sobre a percepção de risco e os preços dos ativos.
Portanto, será uma semana em que vale acompanhar não apenas os números, mas principalmente como esses dados alteram as expectativas para inflação, juros e atividade econômica.
