Capital próprio ou capital de terceiros: o que são, diferenças e quando usar cada um

Tempo de leitura: 9 minutos
Duas empresárias em loja planejando crescimento da empresa e comparando opções de capital próprio e capital de terceiros para financiamento.

Se você tem uma empresa, qualquer que seja o modelo de negócio e área de atuação, para que a operação se mantenha em funcionamento, são necessários recursos financeiros.

Podemos dizer que existem basicamente duas maneiras de financiar as atividades de uma companhia: capital próprio e capital de terceiros.

Cada uma delas tem suas vantagens e características. Por isso, é importante entender o momento do seu negócio para fazer a escolha certa.

Neste artigo, veremos em detalhes o que é o capital próprio e o capital de terceiros, suas vantagens e como tomar a decisão mais adequada para os seus investimentos.

  • Sumário:
    O que é capital próprio?
  • O que é capital de terceiros? 
  • Capital próprio e capital de terceiros: quais as diferenças?
  • Capital próprio e capital de terceiros: quando usar cada um?
  • Vantagens e desvantagens do capital próprio 
  • Vantagens e desvantagens do capital de terceiros 
  • Como escolher o melhor capital para realizar investimentos?
  • Perguntas frequentes sobre capital próprio e capital de terceiros
    • Capital próprio é sempre mais seguro?
    • Capital de terceiros vale a pena mesmo com juros altos?
    • É possível usar os dois ao mesmo tempo?
    • Qual opção é melhor para pequenas empresas?
    • Como o capital afeta o lucro do negócio?

O que é capital próprio?

O capital próprio é o investimento feito pelos sócios de uma empresa usando seus próprios recursos, seja dinheiro, ativos ou outros bens.  

Esse tipo de capital faz parte do Patrimônio Líquido da companhia e pode ser proveniente do próprio empresário, de acionistas ou do lucro da empresa.

Quando a companhia tem investidores com participação acionária (investidor-anjo, investidor semente ou investidor de risco), o capital aportado por eles também entra como capital próprio.

Outro ponto é que, quando os donos assumem o risco da operação, eles não se comprometem a pagar juros regulares e só são remunerados caso o negócio seja lucrativo.

O que é capital de terceiros? 

Já o capital de terceiros é um recurso obtido externamente, por meio de empréstimos, financiamentos ou outras formas de crédito, com prazos e taxas previamente definidos.

Esse tipo de capital faz parte das obrigações do Passivo da empresa. O pagamento do empréstimo não está relacionado à performance da companhia e deve ser devolvido com juros, ainda que o negócio não tenha um bom desempenho.

Vantagens do capital próprio 

Entre os principais benefícios do capital próprio, podemos destacar os seguintes pontos:

  • Investimentos sem acúmulo de dívidas: com o capital próprio, você não precisa recorrer a empréstimos ou financiamentos, o que significa que não acumulará dívidas, o que traz uma sensação de segurança, pois você não precisa se preocupar com pagamentos futuros ou com a possibilidade de não conseguir cumprir suas obrigações financeiras;
  • Tempo maior para investir: ao utilizar capital próprio, você tem mais tempo para investir. Não há pressão para pagar empréstimos ou cumprir prazos de financiamentos. Isso permite uma abordagem mais estratégica, possibilitando esperar por melhores oportunidades de negócio;
  • Mais liberdade para aplicação do capital: com o capital próprio, você tem total liberdade para decidir como aplicar os recursos em seus investimentos. Não há restrições impostas por terceiros, o que possibilita uma maior flexibilidade na tomada de decisão;
  • Incentivo dos sócios: os sócios investidores serão os principais interessados em fazer o negócio dar certo, uma vez que eles lucram com isso.

Sendo assim, suas contribuições não costumam ser apenas financeiras, mas também participam com a troca de conhecimentos, além de novas visões e experiências para impulsionar a empresa.

E as desvantagens? 

Já as desvantagens do capital próprio são:

  • Conflitos: quando o capital vem dos sócios, pode ser que apareçam divergências de opinião no que diz respeito ao uso dos recursos e à própria condução do negócio;
  • Perda de autonomia: uma vez que os acionistas tem o direito de participar das decisões da empresa, é necessário consultá-los para determinadas tomadas de decisão;
  • Distribuição dos lucros: com o passar do tempo, a distribuição de lucros aos acionistas pode chegar a ultrapassar os juros que seriam cobrados em um empréstimo.
Equipe comemorando resultados financeiros no computador após avaliar estratégias de investimento com capital próprio e capital de terceiros.

Vantagens do capital de terceiros 

Engana-se quem pensa que pegar um empréstimo seria sempre a segunda opção de um empresário. 

Existem diversas vantagens em fazer uso do capital de terceiros, como veremos a seguir. Confira:

  • Capital no momento que precisa: o capital de terceiros da possibilidade de acesso imediato a recursos financeiros para aproveitar oportunidades. Portanto, se você deseja investir no seu negócio, mas não tem o capital necessário no momento, pode ser muito interessante recorrer a um empréstimo ou financiamento para dar andamento aos seus projetos sem perder o timing;
  • Os juros podem ser menores: ainda que a tomada de capital de terceiros envolva o pagamento de juros, esses custos podem ser menores em relação à rentabilidade de alguns tipos de investimentos. Em algumas situações, é possível obter retornos maiores do que os custos dos juros, o que torna o capital de terceiros uma opção viável;
  • Previsibilidade: com o capital de terceiros, você pode organizar os seus pagamentos em um cronograma fixo. Com essa previsibilidade, fica mais fácil ter uma boa gestão financeira e um fluxo de caixa saudável, sem grandes imprevistos
  • Autonomia: ao financiar o seu negócio por meio de empréstimos, você detém o controle sobre as decisões da empresa. O credor não terá o direito de opinar nos rumos do seu negócio.

E as desvantagens? 

O capital de terceiros também tem alguns desvantagens, como:

  • Cobrança de juros: mesmo que o seu negócio não esteja dando lucro, uma vez que você opte por utilizar capital de terceiros, o pagamento deverá ser feito na data acordada e com a incidência de juros;
  • Reputação de alto risco: empresas muito endividadas são vistas como de alto risco por possíveis investidores e você pode ter dificuldade em conseguir esse tipo de capital no futuro;
  • Comprometer o caixa com dívidas: ter acesso a recursos de forma imediata é muito conveniente. Entretanto, é preciso ter em mente que, ao longo de um período, parte do dinheiro que entrar na empresa será destinado ao pagamento da dívida e não ao crescimento do negócio.

Como escolher o melhor capital para realizar investimentos?

Empreendedor usando notebook e falando ao telefone enquanto analisa decisões financeiras sobre capital próprio e capital de terceiros para o negócio.

Decidir entre crescer com capital próprio ou de terceiros pode ser um aspecto crucial para o sucesso do seu negócio.

Em resumo, a finalidade de qualquer empresa é crescer com o menor custo de capital possível. O capital de terceiros costuma ser mais barato. Contudo, ele deverá ser pago ainda que o desempenho da empresa não esteja bom.

Já o capital próprio não impõe essa obrigatoriedade de pagamento em qualquer condição, mas seu custo é mais elevado.

Com isso, um dos grandes desafios de um empresário é encontrar a proporção ideal entre essas duas modalidades de capital, o que é chamado de estrutura de capital.

Essa escolha depende de uma série de fatores, como o plano de negócios, a capacidade de aporte dos sócios, as projeções da empresa, o tipo de investimento e a tolerância a riscos.

Antes de decidir, considere os seguintes pontos:

  • Analise a situação financeira dos sócios e se há recursos suficientes para fazer o investimento com capital próprio.
  • Considere qual seria o custo do capital de terceiros e se seria possível encontrar um investimento que oferecesse rendimentos superiores a essa taxa.
  • Avalie o risco de cada tipo de capital para saber qual estaria mais adequado ao seu perfil.
  • Identifique qual seria o tempo de retorno do investimento e a sua capacidade de pagamento em caso de capital de terceiros.

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Perguntas frequentes sobre capital próprio e capital de terceiros 

Ainda com dúvidas sobre o capital próprio e de terceiros? A seguir, respondemos as dúvidas mais comuns sobre o assunto:

Capital próprio é sempre mais seguro?

Sim, o capital próprio costuma ser mais seguro porque não envolve dívidas ou juros. Ele vem do bolso do dono ou de sócios, o que garante mais liberdade na gestão e menos pressão por resultados de curto prazo.

Por outro lado, o risco fica todo com quem investe. Se o negócio não der certo, não há ninguém para dividir o prejuízo. Por isso, é seguro do ponto de vista financeiro (sem dívidas), mas exige cautela na hora de aplicar o recurso.

Capital de terceiros vale a pena mesmo com juros altos?

Depende. O capital de terceiros, como empréstimos e financiamentos, tem custo — os juros. Mas pode valer a pena quando:

  • Há uma oportunidade clara de crescimento;
  • A empresa tem fluxo de caixa estável para pagar as parcelas;
  • O investimento gera retorno maior do que o custo da dívida.

Se bem planejado, usar capital de terceiros pode acelerar o crescimento sem comprometer totalmente o capital próprio. Mas sem controle, vira uma bola de neve.

É possível usar os dois ao mesmo tempo?

Depende. O capital de terceiros, como empréstimos e financiamentos, tem custo — os juros. Mas pode valer a pena quando:

  • Há uma oportunidade clara de crescimento;
  • A empresa tem fluxo de caixa estável para pagar as parcelas;
  • O investimento gera retorno maior do que o custo da dívida.

Se bem planejado, usar capital de terceiros pode acelerar o crescimento sem comprometer totalmente o capital próprio. Mas sem controle, vira uma bola de neve.

Qual opção é melhor para pequenas empresas?

Depende. O capital de terceiros, como empréstimos e financiamentos, tem custo — os juros. Mas pode valer a pena quando:

  • Há uma oportunidade clara de crescimento;
  • A empresa tem fluxo de caixa estável para pagar as parcelas;
  • O investimento gera retorno maior do que o custo da dívida.

Se bem planejado, usar capital de terceiros pode acelerar o crescimento sem comprometer totalmente o capital próprio. Mas sem controle, vira uma bola de neve.

Como o capital afeta o lucro do negócio?

O tipo de capital usado impacta diretamente no resultado financeiro da empresa.

  • Com capital próprio, o lucro pode ser maior, já que não há pagamento de juros.
  • Com capital de terceiros, parte do lucro é usada para pagar a dívida.

No entanto, se o crédito for bem aplicado e gerar um retorno maior do que o custo, o lucro também cresce. O que define o impacto é como o dinheiro é usado, e não só de onde ele vem.

Conclusão

Como vimos, para decidir entre o capital próprio e o capital de terceiros, é essencial avaliar cuidadosamente as vantagens e desvantagens de cada opção.

O capital próprio oferece diferenciais como a possibilidade de contar com o capital intelectual dos sócios e de só remunerá-los se o negócio apresentar um bom desempenho, enquanto o capital de terceiros proporciona acesso rápido a recursos e um custo mais baixo.

A melhor escolha dependerá das suas necessidades, objetivos e capacidade financeira. Bons negócios!

Resumo executivo

  • Toda empresa precisa de recursos financeiros para operar, crescer e investir.
  • Existem duas principais formas de financiamento:
    • Capital próprio: recursos dos sócios, acionistas ou lucros reinvestidos;
    • Capital de terceiros: recursos obtidos via empréstimos, financiamentos ou crédito.
  • Capital próprio:
    • Não gera dívidas nem pagamento de juros;
    • Oferece mais liberdade e flexibilidade na tomada de decisões;
    • O risco fica totalmente com os sócios ou investidores;
    • Pode gerar conflitos societários e diluição dos lucros no longo prazo.
  • Capital de terceiros:
    • Permite acesso rápido a recursos para aproveitar oportunidades;
    • Tem custo definido (juros e prazos), independentemente do desempenho da empresa;
    • Mantém a autonomia dos sócios sobre a gestão do negócio;
    • Pode comprometer o fluxo de caixa e aumentar o risco financeiro se mal planejado.
  • Capital próprio tende a ser mais seguro financeiramente, pois não envolve dívidas, mas exige maior capacidade de aporte e tolerância ao risco.
  • Capital de terceiros pode valer a pena, mesmo com juros, quando o retorno do investimento supera o custo do crédito.
  • É comum e saudável combinar capital próprio e de terceiros, buscando uma estrutura de capital equilibrada.
  • A escolha entre as modalidades depende de fatores como:
    • Situação financeira da empresa e dos sócios;
    • Capacidade de pagamento;
    • Horizonte de retorno do investimento;
    • Tolerância ao risco;
    • Custo do capital disponível.
  • O objetivo final é crescer com o menor custo de capital possível, preservando a saúde financeira do negócio.
  • Quando bem utilizado, o crédito pode ser um acelerador de crescimento, especialmente para pequenas e médias empresas.

Este material foi elaborado pelo Banco Daycoval S.A (“Daycoval”). Os produtos apresentados neste relatório podem não ser adequados para todos os clientes. O Banco Daycoval não se responsabiliza por decisões de investimento tomadas com base neste material, nem por prejuízos decorrentes de seu uso. 

A Ouvidoria do Banco Daycoval tem como objetivo atuar de forma independente e imparcial na mediação entre o Banco Daycoval, os clientes e os usuários de seus produtos e serviços e pode ser contatada por meio do telefone: Central de Atendimento 0800 777 0900 ou SAC 0800 775 0500 a disposição nos dias úteis, no horário das 9h às 18h.

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