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Investimentos melhores que a poupança: saiba quais são

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Investir é uma estratégia inteligente para fazer o seu patrimônio crescer e garantir um futuro financeiramente seguro e tranquilo.

De acordo com um levantamento da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), entre diversas opções de investimento, a poupança ainda é o produto financeiro mais utilizado no país, com 26% de preferência.

No entanto, apesar de ser muito querida pelos brasileiros, a poupança, de longe, não é a opção mais vantajosa no momento.

Por muito tempo, fomos ensinados que a poupança é uma boa escolha para fazer o dinheiro render em segurança. Contudo, isso não passa de um mito do mundo dos investimentos.

Se você quer descobrir alternativas de investimentos que superam a poupança em termos de retorno financeiro, este artigo é para você.

Você irá conhecer diferentes tipos de investimentos e suas vantagens para nunca mais deixar o seu dinheiro na poupança sem render como deveria. Boa leitura!

Como escolher um investimento apropriado?

Antes de falarmos das alternativas, é essencial entender como escolher um investimento adequado e como é o funcionamento da poupança.

Ainda que muita gente escolha investir na poupança apenas por ser uma opção acessível, isso não significa que não existam outras escolhas práticas e seguras para fazer o seu dinheiro render.

Há uma grande variedade de ativos acessíveis que podem oferecer uma boa rentabilidade para quem investe, tanto na renda fixa como na renda variável.

Na hora de escolher entre alguma dessas opções, é importante ter em mente que não existe um investimento que seja considerado o melhor de todos.

Isso porque a tomada de decisão deve levar em conta uma grande quantidade de fatores que variam de pessoa para pessoa, como o perfil de investidor, a disposição financeira, o objetivo e o tempo esperado de retorno, por exemplo.

Contudo, ainda que não exista um único investimento ideal, a poupança sempre perde na comparação com outros tipos de investimento.

Para compreender porque isso acontece, vamos entender como a poupança funciona:

Com a Selic acima dos 8,5% ao ano, que é o caso atualmente, a poupança rende 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR), que está em 1,39% no acumulado de 2023.

Já quando a Selic está menor que 8,5% ao ano, o rendimento da poupança fica em 70% da Selic + TR.

Há também a questão do aniversário da poupança, que é a data em que os rendimentos são mensalmente creditados na conta do investidor.

Caso o resgate seja feito antes da data do aniversário da poupança, não serão contabilizados os rendimentos do período a partir do último aniversário.

Outro aspecto que é necessário lembrar é da inflação. Em alguns momentos, ao descontar o valor do IPCA, que é o medidor oficial da inflação no país, a rentabilidade real da poupança fica negativa, como você pode ver no gráfico abaixo:

Sendo assim, fica evidente que a poupança, mesmo sendo isenta de Imposto de Renda, não oferece grandes atrativos em termos de rentabilidade e que é possível encontrar opções mais rentáveis e que também sejam práticas e seguras.

Investimentos mais lucrativos que a poupança: conheça as opções

São muitas as alternativas de investimentos que rendem mais que a poupança. Por isso, é válido estudar cada um dos ativos disponíveis e analisar quais são compatíveis com o seu perfil, objetivos financeiros e horizonte de investimento. Confira as opções a seguir:

Tesouro Selic

O Tesouro Selic é um título público emitido pelo governo federal. Na prática, ao investir em um título do tesouro, você está emprestando dinheiro para o governo e irá receber juros em troca, conforme a variação da taxa Selic.

Ele é considerado um investimento de baixo risco, uma vez que é pouco provável que o governo venha a não honrar o seu compromisso.

Existem também títulos do tesouro prefixados e pós-fixados indexados à inflação.

Esses investimentos são alternativas atrativas em relação à poupança, uma vez que oferecem a possibilidade de rendimentos superiores e muita segurança.

CDB (Certificado de Depósito Bancário)

O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um título emitido por bancos como forma de captar recursos. Neste caso, você empresta o seu dinheiro à instituição financeira emissora do título.

Existem CDBs com diferentes prazos e taxas de rendimento, permitindo que você escolha a opção que melhor se adequa aos seus objetivos.

Os CDBs rendem mais que a poupança e contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Por isso, também são muito seguros.

Ainda que esse tipo de investimento não seja isento de Imposto de Renda, a sua rentabilidade líquida é maior que a da poupança.

Levando em conta que o CDI, nos últimos 12 meses, está em 13,57% a.a., um CDB que pague 110% do CDI com liquidez diária tem rentabilidade líquida de 11,96% em um ano, frente a 8,37% da poupança no mesmo período.

LCIs e LCAs (Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio)

O principal atrativo desses investimentos é que eles são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas.

Também emitidas por bancos e com garantia do FGC, as LCIs financiam projetos imobiliários, enquanto as LCAs financiam o agronegócio.

Ambas oferecem bons rendimentos e segurança.

Fundos de investimento

Os fundos de investimento reúnem recursos de diversos investidores para aplicação em ativos variados, como ações, títulos públicos, moedas estrangeiras, entre outros.

Os investidores compram cotas do fundo e o valor das cotas reflete as flutuações dos preços dos ativos aplicados pelo gestor.

Dessa forma, mesmo com um investimento relativamente pequeno, é possível diversificar seu capital.

Existem fundos de diferentes tipos e níveis de risco, o que permite que você escolha aquele que melhor se alinha aos seus objetivos financeiros.

CRIs e CRAs (Certificados de Recebíveis Imobiliários e do Agronegócio)

Assim como as LCIs e LCAs, os CRIs e CRAs são títulos de renda fixa isentos de Imposto de Renda. Eles também financiam projetos imobiliários e do agronegócio, respectivamente.

A diferença é que são títulos de crédito privado. Ou seja, esses papéis não são emitidos por bancos, como no caso das LCIs e LCAs, e sim por securitizadoras. 

De forma prática, a securitização é um mecanismo que converte créditos a receber em papéis que podem ser comprados por investidores.

Para o investidor, esses papéis não são muito diferentes de outros de renda fixa. Quem investe em CRI e CRA está se tornando credor e dividindo o risco com a companhia e, por isso, é recompensado com juros.

Geralmente, costumam chamar a atenção de quem busca diversificação na renda fixa.

ETFs (Exchange Traded Funds)

Os ETFs são fundos negociados em Bolsa que replicam índices de mercado, como o Ibovespa ou o S&P 500.

Ao oferecer uma cesta de ativos, eles proporcionam diversificação instantânea. Além disso, as taxas de administração geralmente são baixas.

São uma maneira prática de investir em uma ampla variedade de ativos e ingressar na renda variável, ainda que você não tenha um conhecimento aprofundado sobre o mercado.

Fundos imobiliários

Os fundos imobiliários (FIIs) permitem que você invista em imóveis ou produtos financeiros relacionados ao mercado imobiliário.

Assim como em outros tipos de fundos, o investidor compra cotas do FII, só que na bolsa de valores, e recebe uma remuneração isenta de IR proporcional às suas cotas.

Além disso, é possível obter ganhos com a valorização das cotas negociadas em bolsa.

Apesar de ser um investimento de baixa complexidade e considerado uma porta de entrada para a renda variável, vale ressaltar que a sua performance pode oscilar ao longo do tempo e até mesmo dar prejuízo.

Ações

Investir em ações significa comprar pequenas partes do capital de uma empresa listada na bolsa de valores.

Dessa forma, você se torna sócio da companhia e passa a ter participação nos seus resultados.

Também chamadas de papéis, as ações são negociadas na bolsa de valores e identificadas por um código de quatro letras, que representam a empresa, e um número que indica o tipo de ação, como PETR4 (Petrobrás), GOLL4 (Gol), ABEV3 (Ambev), VALE3 (Vale), USIM5 (Usiminas), BRKM6 (Braskem) e SANB11 (Santander).

Embora mais volátil, esse tipo de investimento pode oferecer retornos significativos no longo prazo.

Investimento em ouro

O ouro é considerado um ativo de refúgio, mantendo seu valor em períodos de incerteza econômica.

Investir em ouro pode ser uma maneira de proteger o seu patrimônio. É possível fazer isso por meio de ETFs, BDRs, contratos futuros e fundos de investimento.

Bolsa de valores

Investir na bolsa de valores permite que você compre diversos ativos de renda variável, como FIIs, ETFs, Ações, Opções e Commodities, por exemplo.

Apesar de mais voláteis, no longo prazo, esses investimentos costumam entregar retornos muito maiores do que a poupança.

É importante estudar e entender o funcionamento da bolsa antes de investir, mas isso não significa que você precisa abrir mão da segurança para acessar esse tipo de investimento.

Existem técnicas e estratégias que minimizam os riscos para quem está começando nesse universo e são muito eficientes.

Fundos multimercado

Os fundos multimercado investem em diversos tipos de ativos, como ações, títulos e câmbio.

Eles buscam rentabilidade por meio da diversificação e sua estratégia pode variar de acordo com o cenário econômico.

A grande vantagem deste produto é contar com a gestão de um profissional para fazer um investimento diversificado e que pode performar bem mesmo em momentos de crise.

Investimento em previdência privada

A previdência privada é uma opção de longo prazo que pode oferecer benefícios fiscais e que é muito útil para objetivos ligados à aposentadoria.

Quem investe em um plano de previdência, pode resgatar o valor no futuro, seja em forma de renda, resgates periódicos ou em uma única vez.

Benefícios de diversificar os investimentos: entenda

A diversificação é uma das chaves para o sucesso financeiro. Ao investir em diferentes tipos de ativos, você reduz o risco de sua carteira, uma vez que um mau desempenho em um investimento pode ser compensado por uma boa performance em outro.

Além disso, a diversificação permite que você aproveite oportunidades em diferentes setores da economia.

Por isso, quem deixa o dinheiro na poupança está perdendo a chance de ver o seu patrimônio crescer de forma expressiva.

Aqui no Daycoval, você encontra uma grande variedade de produtos para diversificar a sua carteira de investimentos e fazer o seu dinheiro render de verdade.

Além disso, você contra com um time de assessores de investimentos que está sempre a postos para tirar suas dúvidas e ajudar a escolher os produtos mais adequados para o seu perfil e objetivo. Abra a sua conta e comece a investir!

Conclusão

Como vimos, existe uma grande variedade de produtos que são mais rentáveis e tão práticos e seguros quanto a poupança.

Sendo assim, é essencial experimentar outras opções de investimento, como Tesouro Selic, CDBs, LCIs, LCAs, fundos de investimento, CRIs, CRAs, ETFs e outros que você viu neste artigo.

Afinal, a diversificação é fundamental para proteger o seu patrimônio e buscar retornos sólidos.

Não esqueça de avaliar as alternativas com base no seu perfil de investidor e objetivos para garantir retornos atrativos. Bons investimentos!

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