Investimento sem Imposto de Renda: conheça os principais

Tempo de leitura: 11 minutos
Detalhe de mão de pessoa segurando caneta e apontando para gráficos financeiros em tela de computador, representando investimentos sem imposto de renda.

Isenção de imposto é um assunto que chama a atenção de qualquer investidor. Quem não quer deixar no bolso uma fatia ainda maior de seus rendimentos? 

A notícia boa é que existe uma variedade de opções de investimentos isentos de Imposto de Renda. O ponto de atenção é que nem sempre a isenção por si só torna o investimento mais vantajoso.

Vamos descobrir como isso funciona? Neste artigo, você vai conhecer os principais investimentos sem Imposto de Renda, além de descobrir suas vantagens e quando vale a pena investir.

O que é um investimento isento de Imposto de Renda?

Como o próprio termo indica, um investimento sem Imposto de Renda é aquele que tem a isenção de cobrança desse tributo. Isso significa que a sua rentabilidade será líquida, ou seja, não é preciso descontar nada no momento do resgate.

O governo é o responsável pela definição de quais impostos serão isentos ou não. Muitas vezes, a decisão está atrelada a necessidade de incentivo a um determinado setor, como o agrícola e imobiliário, que veremos a seguir.

Aqui no Daycoval, você encontra diversas opções de investimentos sem IR e ainda conta com assessoria personalizada para montar a carteira ideal para o seu perfil e objetivos.

Por que alguns investimentos têm isenção de IR?

A isenção de Imposto de Renda existe, em muitos casos, como um incentivo. O governo usa esse mecanismo para direcionar recursos a áreas consideradas estratégicas para a economia, como o setor imobiliário, o agronegócio e o financiamento de empresas. 

Por isso, produtos como LCI, LCA, CRI, CRA e debêntures incentivadas ganharam espaço na carteira de quem busca eficiência tributária.

Na prática, a lógica é simples: ao abrir mão de parte da arrecadação, o poder público estimula a circulação de capital em segmentos que geram crédito, obras, produção e expansão. 

Para o investidor, isso soa como vantagem imediata. Contudo, esse detalhe merece atenção. Um investimento isento pode entregar menos do que outro tributado, mesmo com o benefício fiscal. O que pesa, no fim, é a combinação entre taxa, prazo, risco e liquidez. 

Quais são os principais investimentos sem Imposto de Renda?

Dois homens em escritório, vendo os principais investimentos sem IR.

LCI e LCA 

A Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) são títulos de renda fixa emitidos por bancos para financiar projetos imobiliários e agrícolas, respectivamente.

Na prática, quando você investe em uma LCI ou LCA, está emprestando dinheiro a um banco, que vai utilizar esse dinheiro para financiar projetos do setor agrícola ou imobiliário. Em troca, você recebe uma remuneração, que pode ser pré-fixada, pós-fixada ou híbrida, dependendo do tipo de título.

Esses investimentos são isentos de IR para pessoas físicas. A isenção ocorre justamente para atrair novos investidores e facilitar o apoio ao agro e ao mercado imobiliário.

Apesar de estarem lastreadas em operações de crédito relacionadas aos setores imobiliário e agrícola, o risco desses investimentos não tem relação com essas operações, e sim com a saúde financeira da instituição emissora. Por isso, invista em títulos emitidos por instituições sólidas e confiáveis.

As LCIs e LCAs contam com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Este órgão garante R$ 250 mil por CPF e por instituição, o que torna esse tipo de aplicação muito seguro, com limite total de R$ 1 milhão em quatro anos.

CRI e CRA

O Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) e o Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) são títulos de crédito que representam o direito de receber pagamentos de financiamentos imobiliários e agrícolas, respectivamente.

Na prática, quando você investe em um CRI ou CRA, está comprando o direito de receber os pagamentos de financiamentos imobiliários ou agrícolas. Esses pagamentos são realizados pelos mutuários dos financiamentos e repassados aos investidores do CRI ou CRA.

Uma das principais vantagens desses títulos é a isenção de Imposto de Renda e Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que implica em uma rentabilidade mais elevada. Além disso, a taxa de remuneração costuma ser mais alta em comparação com outros papéis de renda fixa.

Como ponto de atenção, podemos citar a baixa liquidez, já que CRIs e CRAs são investimentos de prazos mais longos, que variam de 2 a 15 anos.

Há também a questão do risco, tendo em vista que o retorno do investidor depende da solidez financeira da empresa para honrar seu compromisso.

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Debêntures incentivadas 

As debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas para financiar seus projetos. Esses títulos podem ser negociados na Bolsa de Valores ou adquiridos diretamente junto à empresa emissora.

Na prática, quando você investe em uma debênture, está emprestando dinheiro para uma empresa, que vai utilizar esse recurso para financiar seus projetos. Em troca, você recebe uma remuneração, que pode ser pré-fixada ou pós-fixada, dependendo do tipo de debênture.

As debêntures oferecem uma rentabilidade acima da média dos investimentos de renda fixa, e especificamente as debêntures incentivadas, usadas para captação de recursos para obras de infraestrutura, são isentas de Imposto de Renda.

A diversificação também é o ponto forte desse tipo de investimento, já que as debêntures podem ser emitidas por empresas de diferentes setores.

Vale observar que esses papéis costumam apresentar baixa liquidez. Existe a possibilidade de vender os papéis no mercado secundário antes do vencimento, mas a nem sempre é vantajoso.

Por fim, o risco da aplicação também deve ser levado em conta. Afinal, o retorno do investidor pode ser comprometido caso a empresa venha a enfrentar algum problema financeiro grave.

Dividendos de Ações e FIIs 

Também existem investimentos de renda variável com isenção de IR. Os dividendos são uma parcela do lucro de empresas ou fundos distribuída aos seus acionistas/cotistas. Esses lucros podem ser obtidos tanto com Ações quanto com a distribuição de rendimentos pelos fundos imobiliários (FIIs). E o melhor: os dividendos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas.

Na prática, quando você investe em Ações ou FIIs que distribuem dividendos, está comprando uma parte da empresa ou do empreendimento imobiliário e, com isso, tem direito a receber uma parte dos lucros.

Uma das vantagens desses investimentos é a possibilidade de obter rentabilidade tanto com a valorização dos ativos quanto com a distribuição de dividendos.

No caso dos FIIs, a isenção de IR é válida quando o fundo tem pelo menos 50 cotas, a negociação é feita exclusivamente pela Bolsa de Valores e o investidor tem menos de 10% das cotas. Um ponto importante é que a venda de cotas de FII não está livre de Imposto de Renda.

Para as Ações, a venda fica isenta de IR quando o valor mensal for menor do que R$ 20 mil.

Poupança ainda vale a pena mesmo sendo isenta de IR?

A poupança continua isenta de IR e tem um ponto forte: simplicidade. O dinheiro fica acessível, a aplicação é automática em muitos bancos e o investidor não precisa lidar com prazos, marcação a mercado ou cálculo de alíquota. Para quem busca reserva de curtíssimo prazo e quer zero complexidade, ela ainda aparece como porta de entrada.

Só que isso não basta para torná-la competitiva na maior parte dos cenários. Em geral, a poupança rende menos do que alternativas de renda fixa como CDBs, LCIs, LCAs e até alguns fundos conservadores com taxa baixa. Em fases de juros mais altos, essa diferença costuma ficar ainda mais visível.

Vale olhar além da isenção. Um CDB com liquidez diária, mesmo com cobrança de IR, pode entregar retorno líquido maior. Já uma LCI ou LCA pode unir isenção e rendimento mais forte, embora costume exigir prazo mínimo. 

Quais as vantagens dos investimentos sem IR?

Infográfico mostrando vantagens de investimentos sem IR.

 Os investimentos sem Imposto de Renda apresentam algumas vantagens em relação aos investimentos tributados. Veja algumas delas:

  • Rentabilidade: a isenção de Imposto de Renda pode aumentar a rentabilidade líquida do investimento, já que não há a necessidade de pagar o imposto.
  • Mais praticidade: os investimentos sem IR são mais práticos, uma vez que não há necessidade de calcular a rentabilidade líquida.
  • Diversificação: os investimentos sem IR oferecem diversas opções de diversificação, o que é importante para reduzir o risco da carteira de investimentos.

Desvantagens e riscos que o investidor precisa considerar

Investimentos isentos de IR costumam parecer mais atraentes à primeira vista. A lógica é fácil de entender: se o rendimento não sofre desconto de imposto, a rentabilidade líquida ganha força. Só que esse benefício não elimina pontos de atenção. 

Em vários casos, o investidor se concentra tanto na isenção que deixa de observar fatores que pesam mais no resultado e na segurança da carteira.

  • Risco de crédito: o emissor do título pode enfrentar dificuldades financeiras e afetar o pagamento. Para mitigar, é preciso: avaliar a solidez da instituição ou empresa, diversificar entre emissores e priorizar produtos com cobertura do FGC quando isso fizer sentido;
  • Baixa liquidez: o dinheiro pode ficar indisponível por um período maior do que o investidor gostaria. Para reduzir esse risco, vale separar a reserva de emergência em produtos com liquidez diária e aplicar em títulos isentos apenas a parcela que pode ficar imobilizada;
  • Prazo de carência ou vencimento longo: o investimento pode não combinar com o momento em que o recurso será necessário. Para lidar com esse risco, vale alinhar o vencimento do título ao objetivo financeiro e evitar aplicar recursos de curto prazo em produtos longos;
  • Concentração da carteira: excesso de exposição ao mesmo tipo de ativo, setor ou emissor aumenta a vulnerabilidade. Para mitigar: distribuir os aportes entre classes, prazos e instituições diferentes, mantendo equilíbrio entre isentos e tributados.

É preciso declarar esses investimentos? 

 Mesmo que os investimentos sejam isentos de Imposto de Renda, é necessário declará-los na declaração de Imposto de Renda. Essa declaração é obrigatória para todos os investimentos, independentemente de serem tributados ou não.

Na declaração de Imposto de Renda, é preciso informar o valor investido, o valor dos rendimentos recebidos e o saldo em 31 de dezembro do ano anterior.

É importante ficar atento aos prazos e às regras da declaração para não cair na malha fina ou sofrer penalidades.

Investimentos isentos vs investimentos tributados: qual rende mais?

Depende do retorno líquido. Esse é o ponto central.

Na comparação mais apressada, muita gente olha para uma LCI de 90% do CDI e conclui que ela sempre vence um CDB de 100% do CDI porque é isenta. Em vários casos, isso será verdade. Mas nem sempre. Tudo depende do prazo da aplicação e da alíquota de IR que incide sobre o produto tributado.

Vamos a um raciocínio simples. Imagine dois investimentos com o mesmo prazo:

  • LCI: 90% do CDI, isenta;
  • CDB: 110% do CDI, com IR.

Mesmo com imposto, o CDB pode acabar entregando retorno líquido maior. Agora troque esse CDB por um de 98% do CDI. A vantagem tende a virar para a LCI. Percebe a lógica? O dado decisivo não é “tem imposto ou não”. É “quanto rende depois dos descontos”.

Com o Tesouro Direto acontece algo parecido. Títulos públicos costumam oferecer segurança elevada em termos de crédito soberano, mas há cobrança de IR e, em alguns casos, oscilação de preço antes do vencimento. 

Já uma LCA pode parecer mais atraente no comparativo tributário, embora tenha menos liquidez e exija prazo fechado. São perfis diferentes. A melhor escolha muda conforme objetivo e horizonte.

Por isso, comparações honestas precisam colocar lado a lado: taxa contratada, prazo, imposto, liquidez e risco.

Sem esse conjunto, o investidor compara peças diferentes como se fossem equivalentes. 

Como calcular a rentabilidade líquida de um investimento?

Duas mulheres aprendendo como calcular rentabilidade líquida de investimentos.

O cálculo da rentabilidade líquida mostra quanto realmente sobra após impostos e custos. Esse número é mais útil do que o rendimento bruto, porque traduz o ganho real da aplicação.

A lógica é esta:

rentabilidade líquida = rendimento bruto – impostos – taxas

Em um exemplo prático, imagine um CDB com rendimento bruto de R$ 1.000. Se a alíquota de IR no período for de 17,5%, o imposto será de R$ 175. Nesse caso, o ganho líquido cai para R$ 825.

Agora compare com um investimento isento que renda R$ 900 no mesmo intervalo. Mesmo com rendimento bruto menor, ele entrega mais no bolso do investidor. É exatamente por isso que a análise líquida faz tanta diferença.

Quando o produto é pós-fixado, atrelado ao CDI, o raciocínio continua o mesmo. Primeiro, estime o retorno bruto com base no percentual do CDI e no prazo. Depois, aplique a alíquota de IR correspondente, se houver. Só então compare com alternativas isentas.

Esse cuidado evita um erro comum: olhar para a taxa nominal e decidir rápido demais. Em finanças pessoais, detalhe pequeno altera bastante o resultado.

Vale a pena investir apenas em aplicações sem imposto de renda?

Em geral, não. Focar apenas na isenção pode empobrecer a estratégia.

Aplicações sem IR podem ter papel importante na carteira. Elas melhoram a eficiência tributária e, em muitos casos, elevam o retorno líquido. 

Ainda assim, montar toda a alocação com base só nisso tende a reduzir liquidez e aumentar a concentração em certos emissores ou setores.

Além disso, há investimentos tributados muito competitivos. CDBs com boas taxas, Tesouro Direto e outros produtos de renda fixa podem fazer mais sentido em objetivos específicos. Às vezes pela segurança. Às vezes pela liquidez. 

Uma carteira madura costuma combinar critérios. Parte busca liquidez. Parte prioriza previsibilidade. Parte aceita prazo maior em troca de retorno melhor. Nesse desenho, os investimentos isentos entram como peça relevante, mas dificilmente como regra absoluta.

O investidor que olha só para o imposto corre o risco de economizar em um lado e perder em outro. E essa troca costuma sair cara.

Quando vale a pena escolher investimentos sem IR? 

 Há algo que você precisa saber antes de investir em uma aplicação livre de Imposto de Renda: o simples fato de um título ser isento de IR não o faz automaticamente mais rentável que um investimento tributado.

Por exemplo, aqui no Daycoval temos  LCI e LCA com o prazo de 3 anos, com remuneração de 97% do CDI.

Já sabemos que esses produtos são isentos de IR. Entretanto, outros títulos de renda fixa com este prazo teriam uma dedução de 15% de Imposto de Renda sobre a rentabilidade adquirida no período.

Dessa forma, a isenção do IR representa que o investidor receberá o equivalente a 114%*, se comparado aos produtos com cobrança de IR. *Cálculo aproxima

Conte com o Banco Daycoval na hora de investir

Ao longo do texto, fica claro que a isenção de IR pode melhorar a rentabilidade líquida, mas não resolve tudo sozinha. Risco, liquidez, prazo e diversificação seguem no centro da decisão. 

É justamente nesse ponto que uma análise mais cuidadosa faz diferença, porque o melhor investimento não costuma ser o mais chamativo no papel, e sim o que conversa com o seu objetivo.

Nesse processo, contar com uma instituição sólida ajuda a transformar comparação em estratégia. O Daycoval entra como parceiro relevante para quem busca alternativas de renda fixa com mais clareza, segurança e alinhamento ao próprio perfil. 

Com uma prateleira ampla de produtos e uma leitura mais completa sobre rentabilidade líquida, o investidor ganha base para escolher melhor e construir uma carteira mais equilibrada ao longo do tempo.

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FAQ

Quais investimentos são isentos de Imposto de Renda?

Entre os mais conhecidos estão poupança, LCI, LCA, CRI, CRA, debêntures incentivadas e alguns rendimentos de FIIs, quando cumpridas as regras legais.

Investimentos isentos de IR sempre rendem mais que os tributados?

Não. O que define a melhor escolha é a rentabilidade líquida, junto com risco, prazo e liquidez. Em vários casos, um tributado pode render mais.

Investimentos isentos de Imposto de Renda têm risco?

Têm, sim. O risco varia conforme o emissor, o produto e a liquidez. Isenção fiscal não significa proteção total nem garantia de retorno.

Este material foi elaborado pelo Banco Daycoval S.A (“Daycoval”). As informações deste material são apenas informativas e não constituem solicitação, oferta ou recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Antes de qualquer decisão de investimento, os clientes deverão realizar o processo de suitability e confirmar se o produto apresentado é indicado para o seu perfil de investidor. Para fins de verificação da adequação do perfil do investidor aos produtos de investimento oferecidos, é utilizado a metodologia de adequação por produto, nos termos das Regras e Procedimentos do Código ANBIMA de Distribuição de Produtos de Investimento. As informações presentes neste material são baseadas em simulações e os resultados reais poderão ser significativamente diferentes. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. Os CDBs, LCIs e LCAs contam com garantia do fundo garantidor de créditos – FGC, que têm um limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em cada instituição, e um teto de R$ 1 milhão a cada 4 anos. Para mais informações, visite o site do FGC: www.fgc.org.br. Investimentos em crédito privado apresentam baixa liquidez e podem não contar com um mercado secundário ativo e em caso de venda antecipada o preço de negociação pode oscilar significativamente, dependendo das condições de mercado e da avaliação dos ativos. Títulos de crédito privado não contam com a garantia do FGC. Investimentos em Tesouro Direto atrelados aos índices de inflação e prefixado podem acarretar em perda no valor aplicado quando da venda antes do vencimento no mercado secundário, devido a marcação a mercado. Os produtos apresentados neste relatório podem não ser adequados para todos os clientes. O Banco Daycoval não se responsabiliza por decisões de investimento tomadas com base neste material, nem por prejuízos decorrentes de seu uso.

A Ouvidoria do Banco Daycoval tem como objetivo atuar de forma independente e imparcial na mediação entre o Banco Daycoval, os clientes e os usuários de seus produtos e serviços e pode ser contatada por meio do telefone: Central de Atendimento 0800 777 0900 ou SAC 0800 775 0500 a disposição nos dias úteis, no horário das 9h às 18h.

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