Copom reduz Selic para 13,75% a.a. Como ficam os investimentos?

Tempo de leitura: 4 minutos

O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou nesta quarta-feira, 16, a redução da taxa Selic em 0,25%, para 13,75% ao ano. A decisão dá continuidade ao ciclo gradual de flexibilização da política monetária, sendo o quinto corte consecutivo.

Selic e inflação

O cenário recente abriu espaço para a redução dos juros. A inflação corrente apresentou sinais de moderação: agosto registrou deflação, enquanto o acumulado em 12 meses voltou a ficar abaixo do teto da meta, acompanhado por uma melhora em medidas de inflação subjacente.

Na atividade econômica, os sinais de desaceleração também se tornaram mais evidentes, com uma composição mais fraca do crescimento no segundo trimestre, especialmente no consumo das famílias e nos serviços.

Apesar desses avanços, o comunicado do Copom manteve uma postura de cautela. Parte do alívio observado na inflação pode ser temporária. O desconto nas contas de energia elétrica tem duração limitada, a contribuição favorável dos alimentos tende a perder força e a redução de impostos sobre combustíveis permanece válida até o fim do ano. Esses fatores mantêm incertezas relevantes para a trajetória da inflação nos próximos meses.

O balanço de riscos também permanece desafiador. No campo climático, a evolução do fenômeno El Niño pode afetar a produção agrícola e os preços de alimentos, além de exercer pressão sobre os custos de energia.

No cenário geopolítico, a escalada das tensões no Oriente Médio elevou a volatilidade dos preços do petróleo, com possíveis impactos sobre combustíveis, fretes e custos de produção.

No ambiente externo, a trajetória dos juros internacionais continua relevante para as economias emergentes. Sinais de maior pressão sobre a inflação e o mercado de trabalho nos Estados Unidos podem limitar o espaço para uma flexibilização mais rápida dos juros no Brasil, enquanto a valorização do dólar tende a adicionar desafios ao cenário doméstico.

Internamente, o calendário eleitoral aumenta a atenção sobre a trajetória das contas públicas. Com o primeiro turno previsto para outubro, a evolução das propostas econômicas e das expectativas fiscais deve continuar influenciando os mercados e a curva de juros.

Como ficam os investimentos?

Para os investidores, mesmo com a redução da Selic, o nível de juros permanece elevado, mantendo a renda fixa como uma alternativa relevante. Ao mesmo tempo, o cenário de maior volatilidade reforça a importância de avaliar prazo, liquidez, risco e diversificação de acordo com os objetivos de cada investidor.

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*O Banco Daycoval se reserva o direito de alterar taxas, prazos e emissores a qualquer momento, sem necessidade de aviso prévio. Entre em contato para consultar as condições vigentes.

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