CDI e Selic: entenda a relação e o impacto de uma na outra

Tempo de leitura: 7 minutos
Homem e mulher analisando gráficos financeiros em escritório, avaliando investimentos atrelados ao CDI e à taxa Selic

CDI e Selic são duas das principais taxas da economia brasileira e têm impacto direto na rentabilidade de diversos investimentos, especialmente na renda fixa.

Enquanto a Selic é definida pelo Banco Central e funciona como a taxa básica de juros do país, o CDI está ligado às operações entre bancos e serve como referência para aplicações financeiras.

Entender a diferença entre CDI e Selic  (e como elas se relacionam) é importante para quem quer investir melhor e acompanhar o desempenho dos seus rendimentos.

Ao longo deste artigo, você vai entender o que são essas taxas, como elas funcionam e como influenciam seus investimentos no dia a dia. Acompanhe!

Resumo executivo

  • Selic e CDI são taxas de referência fundamentais para os investimentos de renda fixa no Brasil
  • A Selic é definida pelo Banco Central e influencia toda a economia
  • O CDI é a taxa utilizada entre bancos e acompanha de perto a Selic
  • A diferença entre CDI e Selic é pequena, mas relevante para entender rentabilidade
  • Investimentos como CDBs, fundos DI e outros produtos usam o CDI como base de rendimento
  • Quando a Selic sobe ou cai, o CDI tende a acompanhar esse movimento
  • Entender CDI e Selic ajuda a escolher melhores investimentos e tomar decisões mais estratégicas 

O que é a taxa Selic?

A Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) é a taxa básica de juros da economia brasileira.

Ela é definida pelo Banco Central, por meio do Comitê de Política Monetária (Copom), e serve como principal ferramenta para controlar a inflação.

Quando a inflação está alta, o Banco Central tende a elevar a Selic para reduzir o consumo. Quando a economia precisa de estímulo, a taxa pode ser reduzida.

Por isso, a Selic influencia diretamente:

  • empréstimos e financiamentos;
  • custo do crédito;
  • rentabilidade de investimentos.

O que é o CDI?

O CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é uma taxa utilizada nas operações de empréstimo entre bancos.

Essas operações acontecem diariamente para que as instituições financeiras consigam equilibrar seus caixas, conforme exigido pelo Banco Central.

A taxa média dessas transações forma o CDI, que passou a ser amplamente utilizado como referência para investimentos de renda fixa.

Na prática, quando um investimento rende “100% do CDI”, significa que ele acompanha essa taxa.

Qual a diferença entre CDI e Selic?

Apesar de estarem muito próximas, CDI e Selic não são a mesma coisa.

A Selic é definida pelo Banco Central e serve como referência para toda a economia. Já o CDI é uma taxa de mercado, formada a partir das operações entre bancos.

Na prática, o CDI costuma ficar ligeiramente abaixo da Selic, mas acompanha seus movimentos.

Diferenças entre Selic e CDI
CaracterísticaSelicCDI
DefiniçãoTaxa básica de juros do paísTaxa de empréstimos entre bancos
Quem defineBanco CentralMercado financeiro
FunçãoPolítica monetáriaReferência para investimentos
Uso nos investimentosIndiretoDireto
Relação entre elasBase da economiaAcompanha a Selic

Qual é a relação entre CDI e Selic?

Pense assim: a Selic é a taxa básica definida pelo Banco Central, ou seja, ela indica quanto custa o dinheiro no Brasil. Já o CDI é a taxa que os bancos usam quando emprestam dinheiro entre si no dia a dia.

Agora vem o ponto principal: como os bancos poderiam cobrar uma taxa muito diferente da Selic se eles podem, na prática, usar a Selic como referência?

Por isso, o CDI acaba ficando sempre muito próximo da Selic.

Funciona assim:

  • a Selic define o “nível” dos juros na economia;
  • os bancos usam esse nível como base para suas operações;
  • o CDI surge dessas operações e acompanha esse mesmo padrão.

É por isso que, quando você olha as duas taxas, elas quase sempre têm valores muito parecidos.

Por que o CDI fica próximo da Selic?

Os bancos precisam fechar o caixa todos os dias. Quando falta dinheiro, eles pegam emprestado de outros bancos e pagam juros por isso.

Esses empréstimos acontecem com base nas condições do mercado, mas sempre respeitando um limite lógico: ninguém vai emprestar muito mais caro ou muito mais barato do que a taxa básica da economia.

Como a Selic é justamente essa referência, ela funciona como um “guia” para o CDI.

Por isso:

  • se a Selic sobe → fica mais caro pegar dinheiro → o CDI sobe também;
  • se a Selic cai → o custo diminui → o CDI acompanha.

No fim, o CDI acaba sendo uma espécie de “espelho” da Selic no dia a dia do mercado financeiro.

Como a Selic influencia o CDI?

A dinâmica entre as duas taxas é bastante direta. Quando o Banco Central aumenta a Selic, o custo do dinheiro sobe. Com isso, os empréstimos entre bancos também ficam mais caros, elevando o CDI.

O contrário também acontece: quando a Selic cai, o CDI tende a cair.

Essa relação faz com que o CDI seja uma excelente referência para investimentos de renda fixa.

Impacto da Selic nos investimentos atrelados ao CDI

Como muitos investimentos utilizam o CDI como base, qualquer mudança na Selic impacta diretamente a rentabilidade desses produtos. Isso acontece porque o CDI acompanha de perto a taxa básica de juros, funcionando como referência prática para diversas aplicações de renda fixa.

A seguir, veja de forma mais detalhada como essa relação funciona na prática e como ela impacta diferentes tipos de investimento no dia a dia.

Como a Selic afeta CDBs

Os CDBs (Certificados de Depósito Bancário) costumam oferecer rendimento atrelado ao CDI, como:

  • 100% do CDI;
  • 105% do CDI;
  • 110% do CDI.

Isso significa que, quanto maior o CDI (e consequentemente a Selic), maior tende a ser o retorno desses investimentos.

Por exemplo:

  • CDI mais alto: maior rentabilidade;
  • CDI mais baixo: menor retorno.

Como a Selic impacta fundos DI e renda fixa

Fundos DI e outros produtos de renda fixa também acompanham o CDI.

Esses investimentos são compostos por títulos que seguem de perto a taxa básica de juros, o que faz com que seus rendimentos variem conforme o cenário econômico.

Por isso, acompanhar a Selic e o CDI ajuda a entender o desempenho desses ativos.

Infográfico explicando a relação entre Selic e CDI e como a variação das taxas impacta os investimentos em renda fixa no Brasil

Quando investir em produtos atrelados ao CDI pode ser vantajoso?

Investimentos atrelados ao CDI tendem a ser mais atrativos em cenários de juros elevados.

Isso porque a rentabilidade acompanha a alta das taxas, oferecendo retornos mais interessantes com baixo risco.

Além disso, são uma boa opção para:

Como escolher o melhor percentual do CDI?

Ao investir em produtos atrelados ao CDI, é comum encontrar diferentes percentuais de rendimento.

De forma geral, quanto maior o percentual do CDI, melhor o retorno, mas é importante avaliar também prazo e liquidez.

Um investimento com 104% do CDI, por exemplo, pode ser mais vantajoso do que um de 100%, desde que esteja alinhado aos seus objetivos.

CDI ou Selic: qual acompanhar no dia a dia?

Para quem investe, o CDI costuma ser mais relevante no dia a dia, já que ele está diretamente ligado à rentabilidade das aplicações.

No entanto, acompanhar a Selic também é importante, pois ela indica o rumo da economia e antecipa movimentos do CDI.

O ideal é entender as duas taxas em conjunto!

Produtos atrelados ao CDI do Banco Daycoval

Para quem busca aproveitar melhor o cenário de juros e investir com mais segurança, os produtos atrelados ao CDI são uma excelente alternativa.

O Banco Daycoval oferece diferentes opções de renda fixa com base no CDI, incluindo CDBs com condições competitivas e prazos variados.

Além disso, a instituição combina:

  • solidez no mercado financeiro;
  • plataforma digital eficiente;
  • variedade de investimentos;
  • facilidade na aplicação.

Isso permite que o investidor tenha mais controle, praticidade e segurança ao investir.

Conclusão

Entender a relação entre CDI e Selic é essencial para quem deseja investir melhor e tomar decisões mais estratégicas.

Ao longo do artigo, vimos que a Selic define o rumo da economia, enquanto o CDI acompanha esse movimento e serve como referência direta para investimentos de renda fixa. Essa conexão impacta diretamente a rentabilidade de produtos como CDBs e fundos DI.

Por isso, acompanhar essas taxas ajuda não só a entender o cenário econômico, mas também a identificar boas oportunidades de investimento.

Se você quer aproveitar melhor esse cenário e investir com segurança, vale conhecer os produtos de renda fixa do Banco Daycoval e encontrar opções alinhadas ao seu perfil e objetivos financeiros!

Disclaimer:

Este material foi elaborado pelo Banco Daycoval S.A (“Daycoval”). As informações deste material são apenas informativas e não constituem solicitação, oferta ou recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Antes de qualquer decisão de investimento, os clientes deverão realizar o processo de suitability e confirmar se o produto apresentado é indicado para o seu perfil de investidor. Para fins de verificação da adequação do perfil do investidor aos produtos de investimento oferecidos, é utilizado a metodologia de adequação por produto, nos termos das Regras e Procedimentos do Código ANBIMA de Distribuição de Produtos de Investimento. Os CDBs contam com garantia do fundo garantidor de créditos – FGC, que têm um limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em cada instituição, e um teto de R$ 1 milhão a cada 4 anos. Para mais informações, visite o site do FGC: www.fgc.org.br. Fundos de investimento não contam com garantia do administrador do fundo, do gestor da carteira ou de qualquer mecanismo de seguro. Leia a lâmina de informações essenciais, se houver, e o regulamento do fundo antes de investir. O investimento em Fundos de Investimento não é garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito – FGC. Os produtos apresentados neste relatório podem não ser adequados para todos os clientes. O Banco Daycoval não se responsabiliza por decisões de investimento tomadas com base neste material, nem por prejuízos decorrentes de seu uso. É recomendada a leitura cuidadosa da lâmina de informações essenciais e do regulamento do fundo de investimento pelo investidor antes de aplicar seus recursos.

A Ouvidoria do Banco Daycoval tem como objetivo atuar de forma independente e imparcial na mediação entre o Banco Daycoval, os clientes e os usuários de seus produtos e serviços e pode ser contatada por meio do telefone: Central de Atendimento 0800 777 0900 ou SAC 0800 775 0500 a disposição nos dias úteis, no horário das 9h às 18h.

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