
O IGP-M é um dos índices econômicos mais conhecidos do Brasil e costuma ganhar destaque principalmente quando há reajustes de contratos, como aluguéis. Mas sua importância vai muito além disso.
Na prática, ele funciona como um indicador que reflete a variação de preços em diferentes etapas da economia, desde a produção até o consumo. Por isso, ele também influencia investimentos, especialmente aqueles atrelados à inflação.
Entender o que é o IGP-M, como ele é calculado e como impacta o mercado financeiro é essencial para quem deseja investir com mais estratégia e acompanhar melhor o cenário econômico.
Neste conteúdo, você vai entender como o índice funciona, por que ele pode variar tanto e como ele afeta seus investimentos.
Sumário
Toggle- Resumo executivo
- O que é o IGP-M?
- Para que serve o IGP-M na economia?
- Como o IGP-M é calculado?
- O IGP-M é um índice de inflação?
- Como o IGP-M impacta os investimentos?
- Volatilidade do IGP-M: por que varia tanto
- Vantagens e desvantagens de investimentos atrelados ao IGP-M
- Diferença entre IGP-M e IPCA
- Vale a pena acompanhar o IGP-M?
- Conclusão
Resumo executivo
- O IGP-M é um índice que mede a variação de preços em diferentes setores da economia
- É amplamente utilizado em reajustes de contratos, como aluguéis
- Seu cálculo considera três índices: IPA, IPC e INCC
- Pode impactar diretamente investimentos atrelados à inflação
- É conhecido por sua maior volatilidade em comparação a outros índices
- Tem influência sobre fundos imobiliários e títulos de renda fixa
- Difere do IPCA principalmente pela metodologia e composição

O que é o IGP-M?
O IGP-M, ou Índice Geral de Preços do Mercado, é um indicador calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) que mede a variação de preços na economia.
Ele acompanha mudanças de preços desde o setor produtivo até o consumidor final, o que o torna um índice mais amplo em comparação a outros indicadores.
Para que serve o IGP-M na economia?
O IGP-M tem diversas aplicações práticas e é amplamente utilizado como referência em diferentes contextos.
De forma geral, ele serve para:
- Atualizar contratos, especialmente de aluguel;
- Medir a inflação em diferentes etapas da economia;
- Servir como indicador macroeconômico;
- Auxiliar na análise do cenário econômico.
Por acompanhar preços desde a produção até o consumo, o índice ajuda a entender pressões inflacionárias antes mesmo de chegarem ao consumidor final.
Como o IGP-M é calculado?
O cálculo é baseado na combinação de três índices que refletem diferentes etapas da economia. Essa composição é o que o torna mais abrangente e também mais volátil.
Componentes do cálculo
O IGP-M é formado por três indicadores principais, cada um com um peso específico:
- IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo): representa cerca de 60% do índice e mede preços no atacado;
- IPC (Índice de Preços ao Consumidor): corresponde a aproximadamente 30% e reflete preços ao consumidor;
- INCC (Índice Nacional de Custo da Construção): representa cerca de 10% e acompanha os custos da construção civil.
Essa composição faz com que o índice seja bastante sensível a variações de commodities e câmbio.

Periodicidade e divulgação do índice
O IGP-M é divulgado mensalmente e considera a variação de preços entre o dia 21 do mês anterior e o dia 20 do mês de referência.
Essa metodologia permite captar mudanças mais rápidas no cenário econômico, o que contribui para sua volatilidade.
O IGP-M é um índice de inflação?
Sim, ele é considerado um índice de inflação, mas com características diferentes de outros indicadores, como o IPCA.
Enquanto o IPCA mede diretamente o impacto dos preços no consumo das famílias, o IGP-M inclui também preços no atacado e custos da produção.
Por isso, ele pode antecipar movimentos inflacionários e apresentar variações mais intensas, impactando o poder de compra de forma indireta.
Como o IGP-M impacta os investimentos?
O IGP-M tem influência direta em diversos tipos de investimento, especialmente aqueles que utilizam o índice como referência de correção.
Quando o índice sobe, investimentos atrelados a ele tendem a apresentar maior rentabilidade. Já quando cai, o retorno pode ser menor.
Investimentos atrelados ao IGP-M
Alguns ativos podem utilizar esse índice como base de correção, sendo mais sensíveis às suas variações. Entre eles, destacam-se:
- CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários);
- Debêntures;
- Fundos imobiliários.
Esses investimentos podem oferecer proteção contra inflação, mas também estão sujeitos à volatilidade do índice.
IGP-M e fundos imobiliários
Nos fundos imobiliários, o IGP-M é frequentemente utilizado para reajustar contratos de aluguel.
Quando o índice sobe, os aluguéis tendem a aumentar, o que pode elevar os rendimentos distribuídos aos investidores.
Por outro lado, em períodos de índice negativo ou baixo, esses reajustes podem ser reduzidos, impactando a distribuição de dividendos.
IGP-M na renda fixa
Na renda fixa, alguns títulos utilizam o IGP-M como indexador, oferecendo correção pela inflação medida pelo índice.
Esses investimentos podem ser interessantes para a proteção do poder de compra, mas exigem atenção devido às oscilações do IGP-M.
Volatilidade do IGP-M: por que varia tanto
O IGP-M é conhecido por apresentar variações mais intensas do que outros índices de inflação, e isso está diretamente ligado à sua composição.
Como cerca de 60% do índice é formado pelo IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que acompanha preços no atacado, o IGP-M acaba sendo mais sensível a fatores externos e movimentos globais.
Entre os principais fatores que influenciam essa volatilidade, destacam-se:
- Câmbio: a variação do dólar impacta diretamente o custo de produtos e insumos, especialmente os ligados à exportação e importação;
- Preço de commodities: produtos como petróleo, soja e minério de ferro podem sofrer oscilações relevantes, afetando o índice;
- Cenário internacional: crises globais, mudanças econômicas em grandes países e tensões geopolíticas influenciam os preços.
Além disso, como esses fatores podem mudar rapidamente, o índice tende a reagir com mais intensidade no curto prazo, o que explica suas variações mais acentuadas em comparação a outros indicadores, como o IPCA.
Vantagens e desvantagens de investimentos atrelados ao IGP-M
Investimentos atrelados ao IGP-M podem ser interessantes em determinadas estratégias, especialmente para quem busca proteção contra a inflação e diversificação da carteira.
Como esses ativos acompanham a variação de preços medida pelo índice, eles tendem a se valorizar em cenários de inflação mais elevada, o que pode contribuir para preservar o poder de compra ao longo do tempo.
Entre as principais vantagens, podemos destacar:
- Proteção contra inflação: o investimento acompanha a variação do índice;
- Potencial de ganhos maiores: em cenários inflacionários, a rentabilidade pode ser mais elevada;
- Diversificação da carteira: permite incluir diferentes indexadores na estratégia.
Por outro lado, também é importante considerar alguns pontos de atenção antes de investir nesse tipo de ativo. Entre eles, estão:
- Maior volatilidade: os rendimentos podem variar bastante dependendo do comportamento do índice;
- Retornos menos previsíveis no curto prazo: especialmente em períodos de instabilidade econômica;
- Dependência de fatores externos: como câmbio e commodities, que podem gerar oscilações inesperadas.
Por isso, esse tipo de investimento costuma fazer mais sentido quando inserido dentro de uma estratégia diversificada e alinhada ao perfil do investidor.
Diferença entre IGP-M e IPCA
Embora ambos sejam índices de inflação, existem diferenças importantes entre IGP-M e IPCA, principalmente em relação à forma de cálculo e ao tipo de preço que cada um acompanha.
O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) é o indicador oficial da inflação no Brasil e mede diretamente a variação de preços de bens e serviços consumidos pelas famílias. Por isso, ele reflete de forma mais direta o custo de vida da população.
Já o IGP-M tem uma abordagem mais ampla, pois considera não apenas o consumo, mas também os preços no atacado e os custos da construção civil. Isso faz com que ele capture movimentos da economia antes mesmo de chegarem ao consumidor final.
Outra diferença relevante está na volatilidade. O IGP-M tende a apresentar variações mais intensas porque é fortemente influenciado por fatores como câmbio e commodities, que podem oscilar rapidamente. Já o IPCA costuma ser mais estável, pois está mais ligado ao consumo interno.
Na prática, isso significa que o IPCA é mais utilizado como referência para política monetária e metas de inflação, enquanto o IGP-M é mais comum em reajustes de contratos e em alguns investimentos.
| Característica | IGP-M | IPCA |
| Nome completo | Índice Geral de Preços do Mercado | Índice de Preços ao Consumidor Amplo |
| Instituição responsável | FGV (Fundação Getulio Vargas) | IBGE |
| O que mede | Preços no atacado, consumidor e construção civil | Preços de bens e serviços consumidos pelas famílias |
| Composição | IPA (60%), IPC (30%) e INCC (10%) | Consumo das famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos |
| Sensibilidade | Alta (influenciado por câmbio e commodities) | Moderada (mais ligado ao consumo interno) |
| Volatilidade | Mais alta | Mais estável |
| Principal uso | Reajuste de contratos e alguns investimentos | Meta oficial de inflação do Brasil |
| Impacto no dia a dia | Indireto | Direto no custo de vida |
Quando o IGP-M é mais relevante que o IPCA
Ele tende a ser mais relevante em situações específicas, como:
- Reajustes de contratos de aluguel;
- Análise de preços no setor produtivo;
- Avaliação de investimentos indexados ao índice.
Nesses casos, acompanhar o IGP-M pode trazer uma visão mais completa do cenário econômico.
Vale a pena acompanhar o IGP-M?
Sim, especialmente para quem investe em ativos ligados à inflação ou possui contratos indexados ao índice.
Mesmo para quem não investe diretamente em produtos atrelados ao IGP-M, acompanhar sua evolução ajuda a entender melhor o comportamento da economia e antecipar tendências.

Conclusão
O IGP-M é um indicador relevante para entender a dinâmica de preços na economia, especialmente por sua capacidade de captar variações desde o setor produtivo até o consumidor.
Sua composição mais ampla e sensível a fatores externos explica por que o índice costuma apresentar maior volatilidade em comparação a outros indicadores, como o IPCA.
Ao longo do tempo, o IGP-M também se consolidou como referência importante em contratos e em determinados tipos de investimento, influenciando diretamente a rentabilidade de ativos como fundos imobiliários e títulos de renda fixa.
Por isso, acompanhar sua variação pode ajudar o investidor a entender melhor o cenário econômico e os possíveis impactos sobre seus investimentos.
Mais do que acompanhar indicadores, investir com estratégia envolve avaliar riscos, diversificar a carteira e alinhar as escolhas aos seus objetivos financeiros. Nesse processo, tão importante quanto conhecer os índices é contar com o suporte de uma instituição sólida e com uma plataforma completa.
Conheça o Daycoval Investe e tenha acesso a soluções que ajudam você a investir com mais clareza, segurança e eficiência.
Este material foi elaborado pelo Banco Daycoval S.A (“Daycoval”). As informações deste material são apenas informativas e não constituem solicitação, oferta ou recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Antes de qualquer decisão de investimento, os clientes deverão realizar o processo de suitability e confirmar se o produto apresentado é indicado para o seu perfil de investidor. Para fins de verificação da adequação do perfil do investidor aos produtos de investimento oferecidos, é utilizado a metodologia de adequação por produto, nos termos das Regras e Procedimentos do Código ANBIMA de Distribuição de Produtos de Investimento. Fundos de investimento não contam com garantia do administrador do fundo, do gestor da carteira ou de qualquer mecanismo de seguro. Leia a lâmina de informações essenciais, se houver, e o regulamento do fundo antes de investir. O investimento em Fundos de Investimento não é garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito – FGC. Fundos de Investimentos Imobiliários (FII) são investimentos em renda variável sujeitos a riscos de mercado, crédito, liquidez e do setor imobiliário, incluindo variações no valor dos imóveis. O valor das cotas pode oscilar conforme as condições de mercado e o desempenho dos ativos da carteira. As cotas são negociadas em mercado secundário e sua liquidez depende das condições de mercado, podendo haver dificuldade de venda em determinados momentos. Investimentos em crédito privado apresentam baixa liquidez e podem não contar com um mercado secundário ativo e em caso de venda antecipada o preço de negociação pode oscilar significativamente, dependendo das condições de mercado e da avaliação dos ativos. Títulos de crédito privado não contam com a garantia do FGC. Os produtos apresentados neste relatório podem não ser adequados para todos os clientes. O Banco Daycoval não se responsabiliza por decisões de investimento tomadas com base neste material, nem por prejuízos decorrentes de seu uso. É recomendada a leitura cuidadosa da lâmina de informações essenciais e do regulamento do fundo de investimento pelo investidor antes de aplicar seus recursos.
A Ouvidoria do Banco Daycoval tem como objetivo atuar de forma independente e imparcial na mediação entre o Banco Daycoval, os clientes e os usuários de seus produtos e serviços e pode ser contatada por meio do telefone: Central de Atendimento 0800 777 0900 ou SAC 0800 775 0500 a disposição nos dias úteis, no horário das 9h às 18h.
