PALAVRA DO ECONOMISTA

Agenda Econômica – 15/07 a 19/07

Principais Eventos e Indicadores

Veja aqui os eventos da próxima semana

Destaque da semana

Nesta semana os destaques da agenda econômica foram as publicações referente à atividade econômica com os dados do comércio varejista (PMC) e do setor de serviços (PMS). Além dos dados de atividade tivemos também o IPCA de junho.

Sobre a atividade econômica, os dados do comércio varejista apresentaram queda no volume vendas em 0,1% em maio ante o mês imediatamente anterior na série ajustada sazonalmente. Tal resultado foi abaixo do esperado por nós de +0,7% e da mediana de mercado segundo a Bloomberg (+0,2). Na comparação contra o mesmo período do ano anterior, por outro lado, o índice avançou 1,0%.

Para o varejo ampliado, que inclui as atividades de vendas de veículos, partes e peças e material de construção, o resultado foi pouco melhor, com avanço marginal de 0,2% na série livre de efeitos sazonais. Na comparação contra o ano anterior o avançou foi pouco mais significativo de 6,4%. Tal avanço pode ser parcialmente explicado pela baixa base na leitura de maio/18 que na ocasião foi fortemente marcada pela greve do setor de transportes.

O setor de Serviços, em maio, apresentou estabilidade (0,0%) na comparação contra o mês anterior e ajustado sazonalmente. Todas as cinco atividades da PMS apresentaram variações interanuais positivas por conta do efeito base de maio do ano passado e sob análise de dados dessazonalizados, apenas os Serviços de Transportes, Serviços Auxiliares aos Transportes e Correio apresentaram queda (-0,6%).

O segundo setor de maior peso da pesquisa, Serviços de Informação e Comunicação, na série dessazonalizada, apresentou expressiva alta de +1,7% em razão de uma forte aceleração do segmento de Tecnologia e Informação, com alta de +5,4%.

Na comparação contra o mesmo período do ano anterior, o setor de serviços avançou 4,8%, valor bem acima da expectativa de mercado (+3,3%) segundo a Bloomberg.

Agora, na análise de preços, o IPCA de junho apresentou taxa de inflação de 0,01%, pouco acima do esperado por nós (0,0%) e do mercado (-0,02%).

Na abertura do indicador, vemos que as principais agremiações responsáveis por este resultado mais contido dos preços foram: Alimentação no domicílio (-0,06 p.p.); Energia elétrica residencial (-0,04 p.p.); e Combustíveis para veículos (-0,14 p.p.).

As métricas com viés mais qualitativo (núcleos de inflação mais sensíveis à política monetária) mostraram certo avanço na margem, mas de forma reduzida. Por outro lado, a média dos núcleos acumulados em 12 meses e a média trimestral dessazonalizada e anualizada recuaram de 3,40% e 3,72% para 3,23% e 3,37% respectivamente. A inflação de Serviços e Serviços subjacentes, apresentaram comportamentos distintos. Serviços recuou na margem, na média trimestral dessazonalizada e anualizada, saindo de 4,26% para 3,99%, enquanto serviços subjacentes avançou, na mesma métrica de 3,70% para 4,06%. Para os próximos meses esperamos continuidade do comportamento benigno que deverá levar tais categorias a rodar mais próximo a 3,5% em meados de julho.

Com isso não há grandes alterações para o cenário prospectivo durante o ano.  Em julho a inflação acumulada em 12 meses, segundo nossas projeções, deverá se aproximar de 3%. Para o fechado do ano de 2019 mantemos nossa expectativa de 3,9% de taxa de inflação (IPCA).

Neste cenário, de retomada gradual da atividade econômica, baixa inflação e apoiado na mais recente comunicação do Banco Central do Brasil esperamos que o COPOM inicie um novo ciclo de queda da taxa SELIC ainda este ano a levando para 5,5% no final de 2019.

Próxima Semana

Para a próxima semana, os destaques da agenda econômica serão os dados de inflação como IGP-10 de julho e a segunda prévia do IGP-M, além dos dados de atividade econômica a serem divulgados pelo BCB em seu índice de atividade econômica (IBC-BR), uma das principais proxy de PIB.

Para o IGP-10 de julho, esperamos taxa de inflação de 0,52% pouco acima da última publicação (jun) que apresentou taxa de inflação de 0,49%. Para o IBC-BR de maio esperamos avanço de +0,96% na comparação contra o mês anterior e ajustado sazonalmente.

Rafael G. Cardoso, economista-chefe

rafael.cardoso@bancodaycoval.com.br

Antônio Castro

antonio.castro@bancodaycoval.com.br

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