PALAVRA DO ECONOMISTA

IPCA de fevereiro/19 minimiza preocupação com inflação de serviços e sinaliza continuidade do cenário benigno

IPCA Fevereiro/2019

Veja o relatório em PDF aqui

O IPCA de fevereiro variou 0,43%, acima do esperado por nós (0,34%) e pelo mercado (0,38%). Na abertura do indicador vemos que as principais pressões altistas foram nos grupos: (i) Alimentação no domicílio (0,20 p.p); e (ii) Educação (0,17 p.p).

O impacto em educação centrado em cursos regulares é caracterizado por um efeito sazonal de ajustes de mensalidades em fevereiro. Vale destacar que esta foi a primeira vez nos últimos dez anos que o ajuste em cursos regulares (variação de 4,58% em fevereiro/19) teve variação abaixo de 5% e, portanto, mais próxima da meta (4,25%).

Por outro lado, o grupo Alimentação e Bebidas tem sido pressionado por alta de preços pontuais em Cereais, leguminosas e oleaginosas; Tubérculos, raízes e legumes; Hortaliças e verduras e Frutas, fenômeno que acreditamos ser proveniente de choque de oferta e com pouca implicação para a polícia monetária.

Já as métricas com viés mais qualitativo arrefeceram na margem e apresentaram comportamento bastante benigno. A média dos núcleos acumulados em 12 meses e a média trimestral dessazonalizada e anualizada ficaram abaixo da banda inferior da meta, em 2,97% e 3,11% respectivamente.

Conforme destacamos na última publicação, a inflação de serviços e serviços subjacentes que vinham apresentando pressão altista nos últimos meses, nessa publicação arrefeceram tanto no acumulado em doze meses, de 3,71% para 3,34% e de 3,64% para 3,50% respectivamente. A métrica dessazonalizada trimestral anualizada, por sua vez, apresentou queda acentuada, Serviços caiu de 4,20% para 3,02% e Serviços Subjacentes de 5,27% para 4,20%.

Desta forma, a melhora nas métricas qualitativas retiram a relativa preocupação dos últimos meses e reforça a nossa expectativa de inflação baixa por um longo período. Com isso mantemos nossa projeção de 3,9% para o IPCA deste ano.

Dado o elevado nível de ociosidade na economia e o patamar ainda baixo da inflação, acreditamos que o BCB manterá a taxa SELIC em 6,5% pelo menos até o primeiro trimestre de 2020.

 

Rafael G. Cardoso, economista-chefe
rafael.cardoso@bancodaycoval.com.br

Antônio Castro
antonio.castro@bancodaycoval.com.br

 

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