ETF: o que é, como funciona e quais são as vantagens?

Tempo de leitura: 14 minutos
ETF: o que é

Quando falamos em Bolsa de Valores, logo pensamos em ações de empresas. Contudo, essa está longe de ser a única forma de investimento desse mercado. Populares no exterior, os ETFs, também chamados de fundos de índices, estão ganhando cada vez mais relevância no Brasil.

Esse tipo de investimento atrai a atenção de investidores que desejam ingressar na renda variável e de quem busca diversificação em diferentes mercados.

Seus principais diferenciais são o baixo custo e a facilidade para investir. Mas, afinal de contas, onde encontrar os ETFs e como começar a investir? As dúvidas de quem quer saber como funcionam os ETFs e como você pode rentabilizar com eles, você encontra nos tópicos abaixo.

Boa leitura!

O que são ETFs?

ETF é a sigla para Exchange Traded Fund. Trata-se de um tipo de fundo que aplica recursos de investidores em carteiras que seguem um índice de referência, como o Ibovespa, o Small – de Small Caps, ou o S&P 500 – índice do mercado americano de ações.

Criado nos anos 80 nos Estados Unidos, o ETF só foi regulamentado no Brasil em 2002 e o aumento de sua popularidade no país é recente.

O PIBB (Papéis de Índice Brasil Bovespa) foi o primeiro ETF criado no Brasil. Sua referência é o IBrX-50, o índice composto pelas 50 ações mais negociadas na B3. Desde então, diversos novos ETFs foram lançados na Bolsa, como o Ibovespa, o S&P 500, o Índice de Dividendos (IDIV), o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), além de ETFs que acompanham índices da renda fixa, como o IMA-B, que segue a variação de títulos públicos ligados à inflação. 

Como funciona um ETF?

Um ETF funciona como um fundo de investimento com cotas negociadas diretamente na bolsa de valores, como se fossem ações. O gestor do fundo mantém uma carteira de ativos que busca replicar a composição e o desempenho de um índice de referência, como o Ibovespa ou o S&P 500.

O investidor não precisa comprar cada ativo da carteira individualmente. Ao adquirir uma cota do ETF, passa a ter exposição proporcional a todos os ativos que compõem aquele índice, com gestão passiva e custos reduzidos em relação a fundos de gestão ativa.

Como um ETF replica um índice?

O método mais comum é a replicação física: o gestor compra os ativos que compõem o índice nas mesmas proporções definidas pela metodologia do índice. Se o Ibovespa tem 10% em Petrobras, o ETF que replica o Ibovespa também manterá aproximadamente 10% em Petrobras.

Essa carteira é rebalanceada periodicamente, sempre que o índice de referência muda sua composição. O objetivo é minimizar a diferença entre o retorno do fundo de índice e o retorno do índice que ele acompanha.

Por que o ETF pode ter desempenho diferente do índice?

Essa diferença tem nome: tracking difference e tracking error. São dois conceitos distintos que o investidor precisa entender antes de escolher um ETF.

O tracking difference é a diferença acumulada entre o retorno do ETF e o retorno do índice em um período. Ele é causado principalmente por:

  • Taxa de administração: reduz diretamente o retorno do fundo em relação ao índice
  • Custos de negociação: o rebalanceamento da carteira gera custos de compra e venda de ativos
  • Proventos: dividendos e juros sobre capital próprio recebidos pelos ativos da carteira precisam ser reinvestidos, e há um intervalo de tempo entre o recebimento e o reinvestimento
  • ETFs internacionais: a variação cambial entre o real e o dólar impacta o retorno em reais, criando uma diferença adicional em relação ao índice original

O tracking error mede a volatilidade dessa diferença ao longo do tempo. Quanto menor o tracking error, mais consistente é a replicação do índice pelo fundo. Um ETF com tracking error baixo não garante retorno superior, mas indica que o gestor mantém a carteira alinhada ao índice com regularidade.

Ao comparar ETFs que replicam o mesmo índice, o tracking difference acumulado em 12 meses é um dos critérios mais objetivos para escolher entre eles.

Como funciona a cotação de um ETF na bolsa?

O preço de uma cota de ETF na bolsa é determinado pela oferta e demanda durante o pregão, assim como ocorre com ações. Isso significa que o preço negociado pode ser ligeiramente diferente do valor patrimonial da carteira, também chamado de NAV (Net Asset Value).

Essa diferença pequena existe porque o fundo de índice é negociado em tempo real, enquanto o valor patrimonial é calculado com base nos preços de fechamento dos ativos da carteira. Quando há muita demanda por cotas, o preço pode ficar levemente acima do NAV. Quando há pressão vendedora, pode ficar abaixo.

Para reduzir esse desvio e garantir liquidez, a B3 conta com formadores de mercado: instituições credenciadas que ficam comprometidas a manter ofertas de compra e venda durante o pregão, garantindo que o investidor sempre encontre uma contraparte para negociar sem spread excessivo.

Quais são os tipos de ETF?

No mercado internacional, há uma grande variedade de ETFs. Entre os que investem em ações, existem os que seguem índices amplos, segmentados, nacionais, internacionais e setoriais. Também existem ETFs de índices de commodities, moedas, criptomoedas e títulos de renda fixa.

No Brasil, é mais comum encontrar ETFs que investem em renda variável, especialmente em ações. Mas também há opções atreladas à renda fixa, que replicam índices formados por títulos públicos.

A seguir, vamos falar melhor sobre cada um deles, confira!

ETFs de renda variável

Os Exchange Traded Funds de renda variável são aqueles que tendem a gerar mais oscilação no mercado.

Entretanto, essa pode ser uma boa oportunidade para diversificar e acrescentar ETFs ao seu portfólio.

Outra característica dos ETFs de renda variável é a sua diversificação automática. Cada ETF engloba uma série de ativos, o que ajuda a mitigar o risco associado a investir em ações individuais, por exemplo.

Além disso, a liquidez desses instrumentos é alta, uma vez que são negociados em bolsas de valores, permitindo que os investidores comprem e vendam cotas ao longo do dia.

ETFs de renda fixa

Por sua vez, os ETFS de renda fixa têm destaque devido à sua capacidade de fornecer exposição a diversos tipos de títulos de renda fixa em um único pacote.

Ou seja: eles funcionam de maneira semelhante aos ETFs de renda variável, mas possuem títulos de dívidas em vez de conter ações entre seus ativos.

Dessa maneira, uma das principais vantagens dos ETFs de renda fixa é a diversificação que oferecem em termos de títulos de dívida. O que dá acesso a uma série de papéis com diferentes prazos, taxas de juros e emissores.

Algo que pode promover bons resultados, lucros e, ainda, reduzir o risco associado a qualquer título específico e seus respectivos índices.

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Além disso, os ETFs de renda fixa geralmente oferecem liquidez, uma vez que são negociados em bolsas de valores. Isso permite aos investidores a compra e venda de cotas com facilidade. Isso é particularmente útil para quem deseja ter acesso a investimentos de renda fixa sem o compromisso de manter títulos individuais até o vencimento.

ETFs internacionais

Os ETFs internacionais permitem ao investidor brasileiro ter exposição a índices de outros países diretamente pela B3, em reais, sem precisar abrir conta no exterior.

O mais popular é o IVVB11, que replica o S&P 500, índice das 500 maiores empresas da bolsa americana. Além dele, o SPXI11 também acompanha o S&P 500, e há opções que replicam índices globais como o MSCI ACWI, com exposição a mercados desenvolvidos e emergentes simultaneamente.

Uma característica importante dos ETFs internacionais é a exposição cambial: o retorno em reais depende tanto do desempenho do índice quanto da variação do dólar frente ao real. Isso pode ampliar ganhos em períodos de desvalorização do real e reduzi-los quando o real se fortalece. Para quem quer entender mais sobre BDRs como alternativa de exposição internacional, vale comparar as duas estruturas antes de decidir.

ETFs de criptoativos

Os ETFs de criptoativos oferecem exposição ao desempenho de moedas digitais como Bitcoin e Ethereum sem que o investidor precise comprar ou custodiar os ativos diretamente. As cotas são negociadas na B3 como qualquer outro fundo de índice.

Os principais disponíveis no Brasil são o HASH11, com exposição a uma cesta de criptomoedas, o BITH11, focado no Bitcoin, e o ETHE11, focado no Ethereum. São produtos com risco associado elevado, dado que o mercado de criptoativos apresenta volatilidade expressiva, e devem ser avaliados apenas por investidores com tolerância a oscilações intensas.

ETFs de commodities

Os ETFs de commodities oferecem exposição ao desempenho de matérias-primas como ouro, petróleo, minério de ferro e produtos agrícolas, sem a necessidade de negociar contratos futuros diretamente. No Brasil, o mercado ainda é mais restrito do que no exterior, mas já existem opções que replicam índices de commodities específicas ou cestas diversificadas.

Para o investidor brasileiro, esses ETFs funcionam como uma forma de proteger parte da carteira em momentos de inflação elevada ou desvalorização cambial, já que commodities são precificadas em dólar nos mercados internacionais.

ETFs de estratégias ou estruturas híbridas

Além das categorias tradicionais, existem ETFs com estratégias mais sofisticadas, como os que combinam exposição a diferentes classes de ativos em uma única estrutura. Os ETFs de dividendos, por exemplo, replicam índices compostos por empresas com histórico consistente de distribuição de proventos, como o IDIV11, que acompanha o Índice de Dividendos da B3.

Há também ETFs setoriais, que focam em segmentos específicos como tecnologia, saúde ou energia, e ETFs com proteção cambial embutida, que buscam neutralizar a variação do dólar para o investidor em reais. Cada estrutura tem características de risco associado, custo e liquidez que precisam ser avaliadas conforme o objetivo da carteira.

Qual a diferença entre ETF e fundo de ações?

Apesar de ambos serem fundos de investimentos, a principal diferença entre eles é o papel da gestão na escolha dos ativos.

No ETF, como vimos, o gestor tem o papel de distribuir o recurso do fundo entre ativos que repliquem a rentabilidade de um determinado índice, isto é, uma gestão passiva.

Sendo que o principal objetivo de fundos de gestão ativa é superar o benchmark adotado. Em outras palavras, proporcionar um retorno superior aos fundos de gestão passiva.

ETFs pagam dividendos?

No Brasil, a maioria dos ETFs reinveste automaticamente os proventos recebidos no próprio fundo, o que faz o valor da cota se valorizar em vez de distribuir dividendos em dinheiro ao cotista.

No entanto, essa afirmação não é mais absoluta. Já existem ETFs listados na B3 que fazem distribuição periódica de proventos, como alguns ETFs de dividendos e determinados ETFs de renda fixa. Antes de investir, vale verificar a política de distribuição no regulamento do fundo específico.

Para ETFs que distribuem proventos em dinheiro, a tributação é de 15% sobre o valor distribuído, retido na fonte. Para os que reinvestem, o IR incide apenas no momento da venda das cotas, sobre o ganho de capital.

Vantagens de investir em ETF

Ainda que a forma de investir em ETF seja muito parecida com outros investimentos em renda variável, esse tipo de aplicação tem algumas vantagens específicas. Confira abaixo:

  • Praticidade: comprar e vender cotas de ETFs é muito fácil. Não tem nenhuma burocracia.
  • Diversificação: ao comprar cotas de um único ETF, você investe em vários ativos de uma só vez.
  • Gestão profissional: você não precisa se preocupar em rever a composição da sua carteira para acompanhar os índices de referência, já que o gestor do ETF fica responsável por realizar essa atividade.
  • Baixo custo: Os custos operacionais e administrativos costumam ser mais reduzidos devido a menor complexidade de gestão, visto que seu objetivo é apenas acompanhar um índice de referência e não superar como ocorre com fundos de gestão ativa.
  • Transparência: divulgação diária da composição de carteira e precificação disponível publicamente.

Quanto custa investir em ETF?

Não é necessário ter muito dinheiro para investir em ETFs. Antigamente, a quantidade mínima para compra de ETFs era de 10 cotas. Mas, atualmente, é possível comprar uma única cota por vez. Por isso, o investimento inicial pode ser baixo.

Outra questão a considerar são as despesas envolvidas na operação. As cobranças realizadas são:

Taxa de administração

Cobrança anual realizada de acordo com a administradora do fundo. O valor costuma variar entre 0,10% e 0,80%.

Taxa de corretagem

Valor referente à intermediação da transação cobrado pela instituição financeira. Em alguns casos, pode haver isenção.

Taxa de custódia

Pode ser cobrada pela instituição financeira ou pela B3 para garantir a segurança da operação.

Taxa de emolumentos

Taxa cobrada pela B3 e a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia pela realização da operação. 

Como é a tributação dos ETFs?

Tanto para os ETFs de renda variável quanto os de renda fixa, é realizada a cobrança de Imposto de Renda.

Para os ETFs de renda variável, a alíquota é de 15% sobre o ganho de capital, pois segue a mesma tributação de um fundo de ações, com a diferença que o investidor neste caso é quem é responsável pelo cálculo e recolhimento do IR, através da DARF até o último dia útil do mês seguinte à operação.

Nos ETFs de renda fixa, o que define a tributação é o prazo médio das carteiras do ETFs, e no Brasil, como as carteiras médias possuem o prazo superior a 720 dias, a tributação também é de 15%, sendo, a instituição intermediadora a responsável pelo recolhimento do IR na fonte.

Os ETFs de fundos imobiliários seguem a mesma alíquota dos fundos imobiliários. No caso dos ETFs, não existe isenção de IR para vendas abaixo de R$ 20 mil mensais, como ocorre com as ações.

Como funciona a liquidez dos ETFs?

As cotas de ETF são negociadas durante o pregão da B3, de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h. Isso significa que o investidor pode comprar e vender cotas a qualquer momento durante esse período, ao preço disponível no mercado naquele instante.

No entanto, liquidez em bolsa não significa que o investidor sempre conseguirá vender pelo preço desejado. Em ETFs com baixo volume de negociação, o spread entre o preço de compra e o preço de venda pode ser mais elevado, o que aumenta o custo efetivo da operação.

A B3 credencia formadores de mercado para os principais ETFs listados. Essas instituições são obrigadas a manter ofertas de compra e venda durante o pregão dentro de um spread máximo definido, garantindo que o investidor encontre liquidez mesmo em momentos de menor atividade no mercado.

ETFs com maior patrimônio e volume de negociação diário tendem a ter spreads menores e liquidez mais consistente. Ao comparar opções que replicam o mesmo índice, o volume médio diário negociado é um critério relevante a considerar.

ETF x fundo de investimento tradicional: qual a diferença?

A tabela abaixo resume as principais diferenças entre um ETF e um fundo de investimento tradicional de gestão ativa:

CritérioETFFundo tradicional
NegociaçãoNa bolsa, durante o pregãoDiretamente com a gestora
GestãoPassiva — replica um índiceAtiva — busca superar o benchmark
ObjetivoAcompanhar o índice de referênciaSuperar o benchmark
Formação de preçoOferta e demanda em tempo realCota calculada ao final do dia
Taxa de administraçãoGeralmente menor (0,10% a 0,80%)Geralmente maior (acima de 1%)
Taxa de performanceNão cobraPode cobrar quando supera o benchmark
LiquidezDurante o pregão, como açõesConforme prazo de resgate do fundo
Come-cotasNão temFundos de renda fixa e multimercado têm come-cotas semestral
Tributação (RV)15% sobre ganho de capital na venda15% sobre ganho de capital no resgate
TransparênciaComposição divulgada diariamenteDivulgação periódica conforme regulamento

A principal vantagem do ETF sobre o fundo tradicional está no custo menor e na transparência diária da carteira. A principal vantagem do fundo tradicional está na possibilidade de o gestor superar o índice por meio de decisões ativas de alocação — o que, historicamente, poucos fundos conseguem de forma consistente no longo prazo.

Quais são os melhores ETFs?

Difícil responder isso de maneira clara e objetiva. Afinal, existem vantagens que só se definem por meio de um alinhamento com o perfil do investidor.

Por exemplo: um ETF de renda variável não é proveitoso (não importando seus resultados) para um investidor com perfil conservador e que não quer ou pode se expor a riscos.

Por sua vez, existem elementos que ajudam a entender se os ETFs valem ou não a pena. Como a origem de cada fundo por trás deles. Ou, ainda, o histórico de cada um desses produtos dentro das bolsas de valores.

Para te ajudar, reunimos alguns ETFs de renda fixa e de renda variável para você conhecer e fazer uma análise mais aprofundada sobre eles posteriormente:

ETFs de renda variável
CódigoFundoÍndice de referência
BOVB11ETF BRA IBOVIbovespa
BOVA11ISHARES BOVAIbovespa
IVVB11ISHARE SP500S&P 500
SMAC11IT NOW SMALLÍndice Small Cap (SMLL)
SMAL11ISHARES SMALÍndice Small Cap (SMLL)
ETFs de renda fixa
CódigoFundoÍndice de referência
IRFM11IT NOW IRF-MÍndice IRF-M P2
IMAB11IT NOW IMA-BIMA-B
FIXA11MIRAE FIXAS&P/B3 Índice de Futuros de Taxas de Juros
IB5M11IT NOW IB5MIMA-B5+
IMBB11BRAD IMA-BIMA-B

Atenção, apenas, para o fato de que isso não reflete, necessariamente, em uma indicação dos melhores ETFs do mercado. E, sim, alguns exemplos dos ETFs listados para que você faça uma análise a respeito deles e comece a compreender quais podem ser os melhores para você, especificamente.

Como escolher os ETFs ideais para investir?

Escolher os ETFs ideais para investir requer uma abordagem cuidadosa. Aqui estão alguns passos:

  1. Antes de investir em ETFs, tenha clareza sobre seus objetivos financeiros. Determine se você está procurando crescimento de capital, geração de renda, proteção contra a inflação ou alguma combinação desses objetivos;
  2. Avalie sua tolerância ao risco. Isso ajudará a determinar quais ETFs se adequam a você;
  3. Certifique-sede que os ETFs escolhidos ofereçam a diversificação necessária. Alguns ETFs acompanham índices amplos, enquanto outros se concentram em setores específicos;
  4. Analise as despesas do ETF, incluindo a taxa de administração (conhecida como taxa de gerenciamento) e os custos de negociação;
  5. Desempenho histórico dos ETFs.  Embora o desempenho passado não seja garantia de desempenho futuro, é útil observar como o ETF tem se saído em relação ao seu índice de referência ao longo do tempo.
  6. A liquidez é importante, também, para que você possa comprar e vender cotas com facilidade, evitando spreads elevados.

Quais são os riscos de investir em ETFs?

Assim como qualquer outro produto financeiro do mercado, não adianta investir sem o devido planejamento e alinhamento com o seu perfil de investidor. Mas é importante também conhecer os próprios riscos de mercado sobre o qual esses ETFs se encontram.

Além disso, pode existir o risco de volatilidade (especialmente, em renda variável), de liquidez e de encerramento — que é raro, mas acontece quando um emissor de ETF pode decidir encerrar o fundo.

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Para mitigar esses riscos, é importante diversificar sua carteira, entender completamente o ETF no qual você está investindo e acompanhar seu desempenho. E tenha auxílio especializado caso não sinta segurança em investir por conta própria.

Como investir em ETF pelo Daycoval Investe?

No Daycoval Investe, o processo para investir em ETFs segue os mesmos passos da compra de ações pelo home broker. Após abrir a conta e transferir recursos, basta acessar o home broker, digitar o ticker do ETF desejado, como BOVA11 ou IVVB11, definir a quantidade de cotas e enviar a ordem de compra.

A plataforma oferece acesso aos principais ETFs listados na B3, com taxa zero de corretagem e custódia. Para quem quer acompanhar os melhores ETFs disponíveis e entender qual se encaixa melhor no seu perfil de investidor, o blog do Daycoval reúne conteúdos atualizados sobre os principais fundos de índice do mercado.

A abertura de conta é 100% digital, gratuita e leva poucos minutos.

Conclusão

Viu como os ETFs são alternativas interessantes de diversificação de investimentos? Contudo, nada é tão simples assim: todo o processo de compra e venda deve ser feito com cautela, conhecimento e alinhamento ao seu perfil.

Assim, é possível extrair o melhor de cada produto financeiro e garantir que a sua exposição aos riscos seja a mínima possível — e dentro do seu perfil, claro.

Precisa de ajuda para avaliar alguns dos principais ETFs e outros ativos do mercado financeiro? Analise conosco algumas das principais opções de renda variável!

FAQ | Perguntas frequentes sobre ETFs

Quanto rende 1000 reais em ETFs?

O rendimento de R$1.000 em ETFs depende do índice replicado e do período analisado. ETFs de renda variável, como os que replicam o Ibovespa ou o S&P 500, não têm retorno previsível: acompanham a variação do índice, que pode ser positiva ou negativa. ETFs de renda fixa têm comportamento mais previsível, mas também oscilam conforme as taxas de juros e o prazo médio dos títulos em carteira. O retorno real só é conhecido após a venda das cotas.

Como o ETF paga?

A maioria dos ETFs brasileiros reinveste automaticamente os proventos recebidos pelos ativos da carteira, o que aumenta o valor da cota em vez de distribuir dinheiro diretamente ao investidor. Alguns ETFs, como os de dividendos e certos ETFs de renda fixa, fazem distribuição periódica de proventos em dinheiro, com tributação de 15% sobre o valor distribuído, retido na fonte. Antes de investir, verifique a política de distribuição no regulamento do fundo específico.

Qual o valor mínimo para investir em ETFs?

A B3 permite a compra de ETFs a partir de uma única cota, sem lote mínimo obrigatório. O valor mínimo de investimento é, portanto, o preço de uma cota no momento da compra, que varia conforme o fundo de índice escolhido e a cotação do dia. É possível começar com valores baixos, tornando os ETFs acessíveis para investidores em diferentes estágios de patrimônio.

DISCLAIMER

Este material foi elaborado pelo Banco Daycoval S.A (“Daycoval”). As informações deste material são apenas informativas e não constituem solicitação, oferta ou recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Antes de qualquer decisão de investimento, os clientes deverão realizar o processo de suitability e confirmar se o produto apresentado é indicado para o seu perfil de investidor. Para fins de verificação da adequação do perfil do investidor aos produtos de investimento oferecidos, é utilizado a metodologia de adequação por produto, nos termos das Regras e Procedimentos do Código ANBIMA de Distribuição de Produtos de Investimento. Fundos de investimento não contam com garantia do administrador do fundo, do gestor da carteira ou de qualquer mecanismo de seguro. Leia a lâmina de informações essenciais, se houver, e o regulamento do fundo antes de investir. O investimento em Fundos de Investimento não é garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito – FGC. Os Exchange Traded Funds (ETFs) são fundos de investimento negociados em bolsa que buscam refletir o desempenho de um índice de referência. Por se tratarem de investimentos em renda variável, estão sujeitos a riscos de mercado e podem apresentar oscilações no valor de suas cotas. Não há garantia de que o fundo acompanhará integralmente o desempenho do índice de referência, podendo ocorrer diferenças decorrentes de custos, despesas e condições de mercado. As cotas de ETFs são negociadas em mercado secundário e sua liquidez depende das condições de mercado e da existência de compradores e vendedores, podendo haver dificuldade de negociação em determinados momentos. Os produtos apresentados neste relatório podem não ser adequados para todos os clientes. O Banco Daycoval não se responsabiliza por decisões de investimento tomadas com base neste material, nem por prejuízos decorrentes de seu uso. É recomendada a leitura cuidadosa da lâmina de informações essenciais e do regulamento do fundo de investimento pelo investidor antes de aplicar seus recursos.

A Ouvidoria do Banco Daycoval tem como objetivo atuar de forma independente e imparcial na mediação entre o Banco Daycoval, os clientes e os usuários de seus produtos e serviços e pode ser contatada por meio do telefone: Central de Atendimento 0800 777 0900 ou SAC 0800 775 0500 a disposição nos dias úteis, no horário das 9h às 18h.

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