Como funciona um CDB prefixado em comparação ao pós-fixado?

Tempo de leitura: 10 minutos
Mulher em frente ao notebook e moedas analisando o cdb prefixado ou pos fixado

No cenário de investimentos, o Certificado de Depósito Bancário (CDB) é uma opção popular entre os investidores brasileiros, principalmente por conta de sua acessibilidade. 

Porém, na hora de investir, mais do que escolher o título, é preciso estar atento ao tipo de rentabilidade que ele oferece. 

E é aí que você deve analisar as opções do ativo, entre CDBs prefixados e pós-fixados, para identificar a melhor oportunidade para o seu objetivo.

Neste artigo, você irá entender em detalhes as modalidades de CDB pré e pós-fixado, analisando suas características, diferenças e fatores a serem considerados na hora da escolha. 

Boa leitura!

O que é CDB prefixado?

O CDB prefixado é uma modalidade de investimento em renda fixa na qual a taxa de rentabilidade é definida no momento da aplicação e permanece fixa até o vencimento do título. 

Isso significa que, ao investir em um CDB prefixado, você sabe exatamente quanto vai receber no final do prazo, independentemente das oscilações do mercado financeiro.

Como funciona o CDB prefixado?

O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um título emitido por bancos para captar recursos dos investidores. 

Quando você compra um CDB, está emprestando dinheiro à instituição financeira, que, em troca, se compromete a devolver o valor investido acrescido de juros.

No caso do CDB prefixado, a taxa de juros é acordada no início e não muda ao longo do tempo. 

Isso traz mais previsibilidade, e é uma das grandes vantagens desse tipo de investimento, especialmente para quem busca planejamento financeiro.

O que é CDB pós-fixado?

O CDB pós-fixado é uma modalidade de investimento em renda fixa cuja rentabilidade está atrelada a um indicador financeiro, como o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) ou o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

Diferentemente do CDB prefixado, o retorno do CDB pós-fixado só é conhecido no momento do vencimento ou resgate, pois varia de acordo com o desempenho do indicador escolhido.

Como funciona o CDB pós-fixado?

No CDB pós-fixado, a rentabilidade é calculada com base em um percentual de um indicador de referência. 

Por exemplo, se você investe em um CDB que rende 104% do CDI e o CDI está em 14,9% ao ano, sua rentabilidade será de 15,5% ao ano. No entanto, como o CDI varia diariamente, o rendimento final só será conhecido ao final do investimento.

CDB prefixado ou pós-fixado: quais as diferenças?

Pessoa no notebook e fazendo cálculos na calculadora para identificar o melhor cdb prefixado ou pos fixado

Como vimos, a diferença fundamental entre o CDB prefixado e o pós-fixado está na forma como a rentabilidade é estabelecida. 

Enquanto o prefixado oferece uma taxa fixa desde o início, o pós-fixado tem sua remuneração atrelada a indicadores de mercado, como o CDI ou o IPCA.

Abaixo, exploramos essas diferenças em detalhes, com informações atualizadas para dezembro de 2025.

Rentabilidade

A rentabilidade é um dos fatores mais importantes ao escolher entre um CDB prefixado e um pós-fixado. Aqui estão as principais características de cada um:

  • Os CDBs prefixados oferecem atualmente, em média, taxas de cerca de 14% ao ano, dependendo do banco emissor e do prazo do investimento. Essa taxa é fixa, ou seja, você sabe exatamente quanto vai receber no vencimento, independentemente das oscilações do mercado;
  • Para os CDBs pós-fixados existem opções que rendem 104% CDI. Com a taxa Selic atualmente em 15% ao ano, o CDI está próximo desse valor. Isso significa que, se você investir em um CDB pós-fixado a 104% do CDI, sua rentabilidade será de aproximadamente 15,5% ao ano.

Índices de referência

Os CDBs pós-fixados estão atrelados a indicadores de mercado, que determinam sua rentabilidade. Os principais índices de referência são:

  • CDI (Certificado de Depósito Interbancário): o indicador mais comum para CDBs pós-fixados. Ele reflete as taxas praticadas nos empréstimos entre bancos e está diretamente ligado à taxa Selic;
  • IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo): alguns CDBs pós-fixados ou híbridos são atrelados ao IPCA, que mede a inflação oficial do país.

Vantagens

Cada tipo de CDB tem suas vantagens, dependendo do perfil do investidor e do cenário econômico. No CDB prefixado, podemos citar:

  • Previsibilidade: você sabe exatamente quanto vai receber no vencimento;
  • Proteção em cenários de queda de juros: se as taxas caírem, seu rendimento permanece garantido;
  • Simplicidade: ideal para investidores conservadores.

No caso do CDB pós-fixado:

  • Potencial de ganhos maiores: em cenários de alta da Selic ou inflação, a rentabilidade pode ser mais atrativa;
  • Proteção contra a inflação: quando atrelado ao IPCA, preserva o poder de compra;
  • Flexibilidade: aproveita as variações positivas dos indicadores de mercado.

Riscos

Ambas as modalidades têm riscos que devem ser considerados. No CDB prefixado:

  • Rentabilidade limitada: se as taxas de juros subirem, você fica preso à taxa contratada;
  • Sensibilidade à inflação: Em cenários de alta inflação, a rentabilidade real pode ser menor.

No CDB pós-fixado:

  • Imprevisibilidade: a rentabilidade final só é conhecida no vencimento;
  • Risco em cenários de queda de juros: se o CDI ou a Selic caírem, a rentabilidade diminui;
  • Complexidade: pode não ser ideal para investidores que buscam simplicidade.

Comparativo: CDB prefixado ou pós-fixado?

Para facilitar a visualização, confira a tabela abaixo com as principais diferenças entre os dois tipos de CDB:

CaracterísticaCDB prefixadoCDB pós-fixado
RentabilidadeTaxa fixa desde o inícioAtrelada a indicadores (CDI/IPCA)
PrevisibilidadeAlta (sabe-se o retorno exato no vencimento)Baixa (depende do indicador)
Potencial de ganhosLimitado pela taxa contratadaMaior em cenários de alta de juros/inflação
RiscosPerda de oportunidade em alta de jurosRentabilidade pode cair com queda de juros
Melhor cenárioQueda de jurosAlta de juros ou inflação
IndicadoresNão utilizaCDI ou IPCA

Aproveite para conferir também nosso vídeo abaixo sobre o assunto:

Como identificar se o CDB é prefixado ou pós-fixado?

Ao considerar investir em CDBs, é fundamental compreender como identificar se um título é pré ou pós-fixado.

Essa informação geralmente está claramente especificada no site da instituição financeira emissora.

No caso do CDB prefixado, será indicada a taxa de rendimento acordada no momento da aplicação.

Para o CDB pós-fixado, será informado qual índice ou indicador está atrelado à remuneração, permitindo ao investidor entender como os rendimentos serão calculados ao longo do tempo.

Além disso, consultar um assessor financeiro pode fornecer insights adicionais e esclarecer dúvidas que possam surgir durante o processo de escolha.

CDB prefixado ou pós-fixado: como escolher?

A escolha entre CDBs pré e pós-fixados dependerá das metas financeiras, do perfil de risco e do horizonte de investimento de cada pessoa.

Se conhecer o valor dos rendimentos no início da operação é o que você busca, então o CDB prefixado pode ser a opção mais adequada.

O CDB pós fixado acompanha um índice da economia, por exemplo o CDI, e por isso se encaixa melhor se você busca um produto no qual a rentabilidade acompanha um índice de referência.

De forma geral, os investimentos pré-fixados são ideais para metas de médio e longo prazo e o melhor momento para investir nesse tipo de papel é quando a taxa de juros está alta e com perspectivas de quedas para o futuro.

Moedas e gráficos representando o cdb prefixado ou pos fixado

Já os títulos pós-fixados costumam ser indicados para reserva de emergência e objetivos de curto prazo e a vantagem é que eles oferecem menor risco caso você precise antecipar a liquidação do título.

É importante destacar que não há uma resposta única e definitiva para essa escolha. 

Cada investidor possui circunstâncias e objetivos únicos e a decisão entre CDBs pré e pós-fixados deve ser tomada com base em uma avaliação cuidadosa de suas necessidades financeiras e apetite para riscos.

Quais são os impostos para investir em CDB?

Na hora de investir em um CDB, seja ele pré ou pós-fixado, é bom ter em mente que os ganhos obtidos nesse tipo de aplicação estão sujeitos à tributação.

O Imposto de Renda varia de acordo com o prazo de aplicação, de acordo com uma tabela regressiva. Quanto maior o prazo de investimento, menor a alíquota de imposto sobre os ganhos.

As alíquotas podem variar de 22,5% para investimentos de até 180 dias até 15% para investimentos acima de 720 dias.

Além do IR, há também a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que incide sobre os rendimentos dos resgates feitos com menos de 30 dias.

Quais são as opções de CDB disponíveis no Daycoval Investe?

O Daycoval Investe oferece uma ampla variedade de CDBs (Certificados de Depósito Bancário) para atender a diferentes perfis de investidores, prazos e objetivos financeiros.

Conheça todas as opções de CDBs no Daycoval Investe e escolha a que melhor se adapta às suas necessidades!

Como investir em CDB com o Daycoval?

Investir em CDBs com o Daycoval é um processo simples e seguro. Abaixo, explicamos o passo a passo para você começar a investir:

  1. Abra uma conta no Daycoval Investe;
  2. Escolha o tipo de CDB;
  3. Faça a aplicação. O Daycoval permite investimentos a partir de valores acessíveis, como R$ 1.000, dependendo do título;
  4. Acompanhe seu investimento. Nossa plataforma oferece relatórios detalhados e atualizados sobre o valor investido, a rentabilidade e o prazo de vencimento;
  5. Resgate ou reinvestimento: no vencimento do CDB, você pode optar por resgatar o valor investido mais os rendimentos ou reinvestir em outro título.

O Daycoval Investe oferece muitas opções de CDBs para atender a diferentes perfis de investidores, desde os mais conservadores até aqueles que buscam maior flexibilidade.

Com processos simples, segurança e rentabilidade atrativa, investir em CDB com o Daycoval é uma excelente forma de diversificar sua carteira e alcançar seus objetivos financeiros. 

Acesse o Daycoval Investe e descubra as melhores oportunidades para o seu perfil!

Diferenças entre CDBs pré e pós-fixados: Perguntas frequentes 

Ainda com dúvidas sobre o tipo de investimento que se encaixa melhor no seu perfil e momento financeiro? Então confira abaixo respostas rápidas e objetivas para as dúvidas mais comuns sobre CDB prefixado e pós-fixado:

Em qual cenário o CDB prefixado rende mais? 

O CDB prefixado tende a render mais quando você aplica com a taxa de juros elevada e há expectativa de queda futura. Isso porque a rentabilidade acordada no início permanece fixa, mesmo que o mercado passe a oferecer taxas menores depois.

Quando o CDB pós-fixado é mais vantajoso? 

O CDB pós-fixado é mais vantajoso em cenários de alta da Selic ou da inflação, pois sua rentabilidade acompanha os indicadores econômicos. Ele também se adapta melhor a momentos de incerteza, já que acompanha as oscilações do mercado.

O CDB prefixado é mais arriscado que o pós-fixado? 

Não necessariamente. Ambos são de renda fixa e contam com a proteção do FGC (até R$ 250 mil por CPF por instituição).

No entanto, o prefixado pode ter risco de perda de oportunidade se os juros subirem após o investimento. Já o pós-fixado tem rentabilidade variável e menos previsibilidade.

CDB pós-fixado sempre segue o CDI? 

Na maioria das vezes, sim. A grande parte dos CDBs pós-fixados do mercado está atrelada ao CDI, que acompanha de perto a Selic. 

Porém, também existem CDBs pós-fixados atrelados ao IPCA ou a outros índices. Por isso, é importante verificar sempre o indicador de referência antes de investir.

A taxa Selic influencia cada tipo de CDB? 

Sim, mas de formas diferentes. A Selic impacta diretamente o CDI, que serve de base para os CDBs pós-fixados. 

Já nos CDBs prefixados, a Selic influencia indiretamente, pois ela ajuda a determinar a taxa ofertada no momento da aplicação.

CDB prefixado pode render menos do que a inflação? 

Sim, isso pode acontecer. Se a inflação subir além da taxa prefixada, o ganho real do investidor (ou seja, descontada a inflação) pode ser negativo. Por isso, é essencial avaliar o cenário econômico antes de optar por esse tipo de título.

CDB pós-fixado protege da inflação? 

Apenas os CDBs pós-fixados atrelados ao IPCA oferecem proteção direta contra a inflação, pois parte da rentabilidade acompanha esse índice. Já os atrelados ao CDI não têm essa proteção explícita, mas podem oferecer bons retornos em ambientes de juros altos.

Vale a pena migrar de prefixado para pós-fixado quando os juros mudam? 

Depende do momento e da sua estratégia. Se a expectativa for de alta nos juros, migrar para o pós-fixado pode ser interessante. 

Mas se os juros estiverem altos e houver previsão de queda, o prefixado pode ser mais vantajoso. Avaliar as projeções econômicas é essencial antes de mudar a carteira.

E em um período de alta de juros, qual tipo se destaca?

Em momentos de alta da Selic, os CDBs pós-fixados atrelados ao CDI costumam se destacar, pois acompanham diretamente a movimentação dos juros. Isso garante uma rentabilidade mais alinhada ao cenário econômico do momento.

Quais são os riscos de cada modalidade? 

No CDB prefixado, o risco é de perder oportunidades se os juros subirem ou se a inflação superar a taxa contratada. Entretanto, também há a possibilidade de venda antecipada no mercado secundário.

Já no CDB pós-fixado, a imprevisibilidade de rentabilidade e a queda dos rendimentos em cenários de redução da Selic ou do CDI.

Ambas as modalidades têm risco baixo comparado a investimentos de renda variável e contam com proteção do FGC.

Como a tributação afeta o rendimento do prefixado e do pós-fixado?

A tributação é a mesma para ambos: seguem a tabela regressiva do Imposto de Renda, variando de 22,5% a 15%, conforme o prazo da aplicação. 

Também pode haver IOF para resgates em menos de 30 dias. Esses tributos incidem apenas sobre os rendimentos.

A cobertura do FGC muda entre prefixado e pós-fixado?

Não. Todos os CDBs (prefixados, pós-fixados ou híbridos) contam com a mesma cobertura do FGC de até R$ 250 mil por CPF, por instituição financeira e com limite global de R$ 1 milhão a cada 4 anos.

É possível ter prefixado e pós-fixado na mesma carteira? 

Sim, e essa é uma estratégia recomendada! Diversificar sua carteira com CDBs de diferentes tipos ajuda a equilibrar previsibilidade, proteção e rentabilidade, adaptando-se melhor a diferentes cenários econômicos.

Conclusão

Investir em CDB pré-fixado ou pós-fixado é uma estratégia sólida para quem busca segurança, rentabilidade e diversificação em sua carteira de investimentos.

Como vimos ao longo deste artigo, cada modalidade tem suas particularidades, vantagens e riscos, que devem ser cuidadosamente avaliados de acordo com o seu perfil de investidor, objetivos financeiros e expectativas em relação ao cenário econômico.

Seja qual for a sua escolha, o importante é alinhar suas decisões de investimento às suas metas e ao seu perfil de risco. E, claro, conte com o Daycoval para te guiar nessa jornada!

Resumo executivo 

  • O CDB é uma alternativa segura e acessível para diferentes perfis de investidores.
  • O CDB prefixado oferece previsibilidade e é indicado quando os juros estão altos com tendência de queda.
  • O CDB pós-fixado é mais vantajoso em cenários de alta da Selic ou inflação, oferecendo ganhos variáveis.
  • Ambos contam com proteção do FGC e seguem as mesmas regras de tributação regressiva.
  • Não existe uma resposta única: o ideal é alinhar suas escolhas com seus objetivos financeiros, horizonte de investimento e tolerância a riscos.
  • E lembre-se: você não precisa escolher apenas um tipo — diversificar é sempre uma boa ideia.

Quer ajuda para montar sua carteira? Acesse o Daycoval Investe e encontre os CDBs ideais para o seu perfil.

Este material foi elaborado pelo Banco Daycoval S.A (“Daycoval”). As informações deste material são apenas informativas e não constituem solicitação, oferta ou recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Antes de qualquer decisão de investimento, os clientes deverão realizar o processo de suitability e confirmar se o produto apresentado é indicado para o seu perfil de investidor.

Para fins de verificação da adequação do perfil do investidor aos produtos de investimento oferecidos, é utilizado a metodologia de adequação por produto, nos termos das Regras e Procedimentos do Código ANBIMA de Distribuição de Produtos de Investimento. Os CDBs contam com garantia do fundo garantidor de créditos – FGC, que têm um limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em cada instituição, e um teto de R$ 1 milhão a cada 4 anos. Para mais informações, visite o site do FGC: www.fgc.org.br. Os produtos apresentados neste relatório podem não ser adequados para todos os clientes.

O Banco Daycoval não se responsabiliza por decisões de investimento tomadas com base neste material, nem por prejuízos decorrentes de seu uso. A Ouvidoria do Banco Daycoval tem como objetivo atuar de forma independente e imparcial na mediação entre o Banco Daycoval, os clientes e os usuários de seus produtos e serviços e pode ser contatada por meio do telefone: Central de Atendimento 0800 777 0900 ou SAC 0800 775 0500 a disposição nos dias úteis, no horário das 9h às 18h.

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