Como se proteger da inflação? Confira as melhores dicas

qual-investimento-protege-da-inflação

Em um cenário econômico em constante mudança, a inflação pode se apresentar como um verdadeiro desafio financeiro.

Segundo dados da Economatica, o real perdeu mais de 87% do seu valor desde que foi implementado. Levando em consideração o poder de compra, R$ 100 de 1994 seriam equivalentes a R$12,47 hoje.

Percebe como essa desvalorização pode ter um grande impacto no seu patrimônio e no seu poder de compra?

A boa notícia é que existem diversas estratégias para você se proteger dos efeitos prejudiciais da inflação e manter suas finanças sólidas e estáveis. Neste artigo, você irá conhecer todas elas. Boa leitura!

O que é inflação?

A inflação é o aumento contínuo e generalizado dos preços de bens e serviços em uma economia ao longo do tempo.

Na prática, ela representa o incremento do custo de vida e a redução do poder de compra de uma moeda.

Isso significa que com o dinheiro que você tem hoje, não será possível pagar as mesmas coisas no futuro, desde produtos no supermercado, até combustível, carros, imóveis, aluguéis e mensalidades escolares.

Imagine que um carro hoje custe R$ 100 mil. Se o segmento de transportes tiver um acréscimo de 10%, esse mesmo automóvel passará a custar R$ 110 mil.

A apesar desse movimento ser natural em qualquer economia, é muito importante saber como lidar com seus efeitos.

Afinal, o aumento dos preços pode representar prejuízo para quem não tem um bom planejamento financeiro.

Caso o seu salário e os seus investimentos não cresçam igual ou acima da inflação, você estará perdendo o seu poder de compra.

Sendo assim, para evitar que a inflação afete o seu padrão de vida, é essencial tomar algumas medidas que protejam o seu patrimônio.

Principais causas da inflação: confira

Existem diversos fatores que podem contribuir para um aumento descontrolado dos preços em uma economia. Alguns dos principais são:

  • Aumento na demanda: Quando a demanda por bens e serviços excede a oferta, os preços tendem a subir.
  • Custos de produção: Se os custos para produzir mercadorias e serviços aumentam, as empresas podem repassar esses valores para os consumidores.
  • Eventos globais: Choques econômicos, como aumentos nos preços das commodities, podem afetar os preços internamente.
  • Expectativas inflacionárias: As expectativas inflacionárias são crenças que os agentes econômicos, como consumidores e empresas, têm em relação ao futuro comportamento dos preços. Ao criarem uma pressão por reajustes salariais e elevações de preços de produtos e serviços, acabam por iniciar um ciclo autossustentável de inflação.
  • Inércia da inflação: A inércia inflacionária diz respeito à persistência da inflação ao longo do tempo, mesmo após as causas iniciais terem sido mitigadas. Isso ocorre quando os preços se ajustam lentamente devido a contratos de longo prazo, indexação de preços, rigidez salarial e outros mecanismos que retardam a reação da economia a mudanças nas condições econômicas.

Principais indicadores da inflação

investimento-atrelado-à-inflação

A inflação de um país é medida por meio de indicadores. No Brasil, existem alguns índices que desempenham essa função, cada um com seu escopo, como veremos a seguir:

IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo)

O IPCA é o índice mais conhecido e é considerado o medidor oficial da inflação no Brasil.

Esse indicador mede a variação média dos preços de uma cesta de produtos consumidos pelas famílias e serve como referencial para o sistema de metas de inflação.

Entre as informações coletadas estão itens de saúde, alimentação, vestuário, transporte e comunicação.

O cálculo é feito por meio de um levantamento mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulga os resultados entre a primeira e a segunda semana de cada mês. 

São considerados no índice os dados de consumo de famílias com renda mensal entre um e 40 salários mínimos.

INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor)

O INPC é um indicador muito similar ao IPCA. Porém, ele considera a variação que ocorre nos preços de produtos consumidos por famílias que recebem até cinco salários mínimos mensais.

Dessa forma, ele retrata de maneira mais fiel o impacto da inflação sobre as famílias derenda mais baixa e serve como parâmetro para os reajustes realizados periodicamente no salário mínimo.

IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado)

Realizado mensalmente pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o IGP-M considera os custos dos serviços dos itens que chegam até o consumidor. Dessa forma, é um indicador mais abrangente que o IPCA.

Na prática, ele é utilizado como referência para reajustes de alguns tipos de contrato, como o aluguel e o fornecimento de energia elétrica, por exemplo.

IPA (Índice de Preços por Atacado)

Também calculado pela FGV, o IPA monitora a variação de preços de produtos comercializados no atacado, como itens agropecuários e industriais, antes de chegarem ao consumidor final.

Esse índice conta com três subdivisões:

  • IPA-DI: preços do primeiro dia do mês até o dia 30;
  • IPA-M: preços do dia 21 do mês anterior até o dia 20 do mês atual;
  • IPA-10: preços do dia 11 do mês anterior até o dia 10 do mês atual.

Como se proteger da inflação: quais os principais impactos?

onde-investir-em-tempos-de-inflação-alta

O aumento desgovernado da inflação pode resultar na deterioração do patrimônio de um indivíduo e na redução do seu poder de compra.

Para evitar esse tipo de consequência desagradável, existem algumas estratégias inteligentes que podem proteger suas finanças da inflação:

Invista em ativos atrelados à inflação

Investir em títulos que estão vinculados à inflação é uma forma eficaz de manter seu poder de compra ao longo do tempo.

Existem muitas opções que remuneram de acordo com a variação do IPCA, mas também existem alternativas atreladas a outros índices, como o IGP-M.

Revise os hábitos de gastos pessoais

Em momentos de inflação alta, com os preços aumentando, a tendência é que sobre menos dinheiro no final do mês.

Para evitar que isso aconteça, analise os seus gastos e encontre áreas nas quais seja possível economizar para otimizar o seu orçamento.

Aumente a prática da negociação

Negociar preços pode ser uma ferramenta valiosa para garantir que você pague um valor justo por produtos e serviços mesmo com a pressão inflacionária.

Outra negociação útil é a de um possível aumento salarial para acompanhar a alta dos preços.

Qual investimento te protege da inflação?

Este são alguns investimentos conhecidos por proporcionar proteção contra a inflação:

Tesouro IPCA:  títulos atrelados ao IPCA emitidos pelo governo. Geralmente, pagam um prêmio adicional à inflação, proporcionando um retorno real ao investidor.

Debêntures:  títulos de renda fixa emitidos por empresas privadas, que, normalmente, também utilizam índices inflacionários na remuneração.

LCI e LCA: As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) são títulos emitidos por instituições financeiras, que, muitas vezes, remuneram conforme a variação do IPCA, além de realizarem o pagamento de um prêmio extra. Um exemplo seria uma LCI IPCA + 7%.

Saiba mais sobre como investir em LCI e LCA no vídeo abaixo:

ETFs: existem alguns fundos negociados na bolsa de valores que replicam o desempenho de índices de inflação. Alguns exemplos são o IMAB11, IMBB11 ou IB5M11.

Fundos Imobiliários: Investir em propriedades por meio de fundos pode ser uma estratégia, já que os aluguéis e os valores dos imóveis tendem a aumentar com a inflação.

Aqui no Daycoval, você encontra todas essas opções de investimento e ainda conta com a expertise de um time de assessores de investimentos para montar a carteira ideal para o seu perfil e objetivo. Abra a sua conta e proteja o seu dinheiro da inflação.

Conclusão

No nosso país, historicamente, a inflação sempre passa por ciclos de altas e baixas, o que exige atenção constante.

Porém, com as estratégias certas, você pode transformar o dragão da inflação em um animal de estimação inofensivo.

Investir em ativos atrelados à inflação e acompanhar os movimentos do mercado para tomar decisões embasadas é a receita certa para proteger suas finanças. Bons investimentos!

Recomendar Conteúdo:
WhatsApp
LinkedIn
Twitter
Facebook

Quem leu essa matéria também gostou

Matérias mais lidas

Gostaria de receber novidades?

    Prometemos não utilizar suas informações de contato para enviar qualquer tipo de SPAM.

    WhatsApp
    LinkedIn
    Twitter
    Facebook

      Ei, tá curtindo o nosso Blog?

      Inscreva-se para receber as nossas novidades dicas financeiras exclusivas e conteúdo especial na sua caixa de entrada.




      Obrigado por se inscrever!