Como montar uma carteira de investimentos: guia completo

Tempo de leitura: 11 minutos
pessoa acessando carteira de investimentos

Montar uma boa carteira de investimentos pode ser a chave para alcançar seus objetivos financeiros e garantir um futuro mais seguro.

Quem está começando no mundo dos investimentos, geralmente, concentra seus recursos em apenas um ou dois produtos.

Ainda que esse seja um bom primeiro passo, construir uma carteira bem distribuída é fundamental para uma boa performance ao longo do tempo.

Entretanto, muita gente ainda tem dúvida sobre como se faz isso na prática. E não é à toa. Afinal, a criação de um portfólio envolve uma série de questões, como descobrir o seu perfil de investidor, seus objetivos, o prazo pelo qual você deseja investir e muito mais.

Se você quer montar a sua carteira e não sabe por onde começar, você está no lugar certo!

Neste artigo, você vai aprender todas as etapas do processo de montagem de uma carteira de investimentos, desde o entendimento do que é uma carteira até a elaboração da estratégia ideal para você. Boa leitura!

Montar uma boa carteira de investimentos pode ser a chave para alcançar seus objetivos financeiros e garantir um futuro mais seguro.

Quem está começando no mundo dos investimentos, geralmente, concentra seus recursos em apenas um ou dois produtos.

Ainda que esse seja um bom primeiro passo, construir uma carteira bem distribuída é fundamental para uma boa performance ao longo do tempo.

Entretanto, muita gente ainda tem dúvida sobre como se faz isso na prática. E não é à toa. Afinal, a criação de um portfólio envolve uma série de questões, como descobrir o seu perfil de investidor, seus objetivos, o prazo pelo qual você deseja investir e muito mais.

Se você quer montar a sua carteira e não sabe por onde começar, você está no lugar certo!

Neste artigo, você vai aprender todas as etapas do processo de montagem de uma carteira de investimentos, desde o entendimento do que é uma carteira até a elaboração da estratégia ideal para você. Boa leitura!

O que é uma carteira de investimentos?

Também conhecida como cesta ou portfólio, uma carteira de investimentos é um conjunto de aplicações realizadas e mantidas por uma pessoa.

Essa carteira pode conter ativos como ações, títulos públicos e privados, fundos de investimento, entre outros.

Ainda que a composição da carteira possa variar de acordo com diversos fatores, como perfil de risco, capital disponível, prazo e metas, a finalidade sempre é atingir as expectativas traçadas pelo investidor.

Vale a pena montar uma carteira de investimentos?

Montar uma carteira de investimentos vale muito a pena, já que essa é uma forma factível para você construir riqueza ao longo do tempo e atingir seus objetivos financeiros.

Ao garantir a diversificação dos seus ativos, você cria um escudo de proteção contra as intempéries do mercado.

É muito comum que, ao longo dos diferentes ciclos econômicos, ativos variados performem de maneiras diferentes.

Por exemplo, a Bolsa de Valores pode não performar tão bem em tempos de juros altos. Contudo, esse tende a ser um cenário favorável para a renda fixa. E o contrário também é verdadeiro.

Sendo assim, essa é uma maneira simplista de ilustrar que, ao se posicionar em diferentes mercados, você consegue equilibrar ganhos e perdas em situações diversas.

Por que é importante diversificar seus investimentos?

Quem concentra tudo em um único ativo costuma sentir o impacto com mais intensidade quando algo dá errado. Um exemplo simples: imagine investir apenas em ações de uma empresa que perde valor após um escândalo. O prejuízo chega inteiro. 

Agora, quando há diversificação, o cenário muda. Uma queda pode ser compensada por estabilidade ou crescimento em outros pontos da carteira.

Diversificar reduz riscos específicos. Isso não elimina perdas, mas dilui o impacto. Além disso, cria um equilíbrio mais previsível ao longo do tempo. Em alguns momentos, a renda fixa segura o resultado. Em outros, ações ou commodities puxam o desempenho.

Há também um efeito psicológico. Uma carteira diversificada tende a gerar menos ansiedade. Oscilações continuam existindo, claro. Entretanto, elas deixam de parecer um desastre iminente. O investidor consegue manter a estratégia com mais disciplina.

Outro ponto importante envolve ciclos econômicos. Cada classe de ativo reage de forma diferente a juros, inflação ou crescimento. Quem diversifica se posiciona melhor diante dessas mudanças. Em vez de tentar prever o futuro, constrói uma estrutura preparada para diferentes cenários.

Segundo a pesquisa Raio-X do Investidor Brasileiro de 2025, 17% dos brasileiros se encaixa no perfil de investidor que diversifica sua carteira. É um número expressivo, mas ainda menor do que os 20% que investem apenas na poupança

Como a carteira de investimentos funciona?

A carteira de investimentos funciona como uma cesta de ativos, na qual cada item tem seu próprio nível de risco e retorno.

Ao ter uma variedade de ativos, você distribui o risco e busca maximizar os ganhos.

Geralmente, a carteira de investimentos é representada por um gráfico em formato de pizza. Dessa forma, fica mais fácil enxerga a proporção entre os diferentes tipos de produtos que compõem o portfólio. Veja um exemplo fictício abaixo:

gráfico de pizza

Um erro muito comum é que investidores iniciantes aloquem todos os seus recursos em um único produto.

Isso ocorre devido à falsa crença de que investir em uma aplicação conservadora é sinônimo de segurança e lucro garantido.

Na verdade, a realidade é justamente o oposto, pois ao apostar na diversificação, ainda que dentro de um perfil conservador, você minimiza o risco dos seus investimentos.

Veja um exemplo: uma pessoa que investiu na poupança ao longo de 2015, teve perda real do poder de compra, pois o rendimento ficou abaixo da inflação. Assim, o produto não garantiu um ganho real ao investidor. 

Como fazer a alocação de ativos?

Alocar ativos exige clareza sobre objetivos e tolerância ao risco. Antes de escolher investimentos, vale refletir: qual o prazo? Qual o nível de conforto com oscilações? Essas respostas moldam a distribuição da carteira.

Em seguida, entra a proporção entre classes. Renda fixa, renda variável, ativos internacionais. Não existe fórmula universal. 

Além disso, a revisão periódica faz diferença. Com o tempo, alguns ativos crescem mais que outros. A carteira se desequilibra. Rebalancear mantém o plano original e evita exposição excessiva a um único risco.

Exemplo de alocação por perfil conservador

Aqui, a prioridade é preservar capital. A maior parte fica em renda fixa. Títulos públicos, CDBs, fundos conservadores. Algo entre 70% e 90% da carteira costuma seguir nessa linha.

Uma pequena parcela pode ir para renda variável. Apenas para capturar algum crescimento adicional. Nada muito volátil. O foco permanece na estabilidade.

Exemplo de alocação por perfil moderado

O perfil moderado aceita oscilações, desde que exista equilíbrio. A divisão tende a ser mais distribuída. Grande parte dos ativos ainda alocados em renda fixa, o restante em ativos de maior potencial de retorno. 

Exemplo de alocação por perfil agressivo

Aqui, o objetivo central é maximizar retorno no longo prazo. A renda variável ganha protagonismo. Ações, ETFs e investimentos internacionais ocupam grande parte da carteira.

A renda fixa continua presente, porém com menor peso. Funciona como reserva estratégica. Oscilações são esperadas e fazem parte do caminho.

Como montar uma carteira de investimentos?

Agora que você sabe a importância de ter uma carteira de investimentos e os perfis de investidor, vamos à parte prática. Veja abaixo as etapas que envolvem a criação de um portfólio:

1 – Faça um planejamento financeiro

O primeiro passo para montar a sua carteira de investimentos é fazer um planejamento financeiro sólido.

Isso envolve avaliar sua situação financeira atual, definir metas de curto e longo prazo e estabelecer um orçamento.

Analise suas despesas, receitas e dívidas para ter uma visão clara de sua capacidade de investimento.

Um planejamento financeiro bem elaborado é o alicerce de uma carteira de investimentos eficiente.

2 – Identifique seu perfil de investimento

Como vimos, cada pessoa tem um perfil de investimento único, que varia de conservador a agressivo.

Identificar o seu perfil ajudará a determinar quais ativos são mais adequados para você, considerando os seus objetivos e a tolerância a risco.

Para descobrir qual é o seu perfil, basta responder o questionário de suitability disponibilizado no momento da abertura da sua conta de investimentos.

3 – Defina seus objetivos

O que você deseja alcançar com os seus investimentos? Ter objetivos financeiros bem definidos, além de ser uma forma eficaz de se manter motivado, é essencial para nortear a escolha dos ativos que irão compor a sua carteira.

Para você ter uma ideia da importância dessa etapa, imagine a seguinte situação: você encontra uma aplicação rentável e segura que parece ser uma ótima oportunidade para acumular recursos para a compra de um imóvel.

Entretanto, o produto em questão tem carência de 3 anos, e você não poderá resgatar o investimento antes desse prazo. Se a sua intenção for comprar um imóvel em 2 anos, por mais vantajosa que seja tal aplicação, ela não será interessante para compor o seu portfólio com foco nesse objetivo.

4 – Crie uma estratégia de investimentos

Com seus objetivos em mente, você estará apto para criar uma estratégia de investimento acertada.

Isso envolve decidir quanto dinheiro alocar em diferentes tipos de ativos, como ações, títulos e fundos mútuos, levando em consideração risco, prazo e rentabilidade.

5 – Conte com a ajuda de especialistas

Montar uma carteira de investimentos pode ser complicado, e é aqui que os especialistas podem ajudar.

Consultar um assessor de investimentos confere agilidade e precisão para a execução dessa tarefa.

Aqui no Daycoval, você encontra uma equipe de especialistas muito capacitada para auxiliar nesse processo.

Se você ainda não tem uma conta de investimentos com a gente, aproveite e abra agora mesmo.

Tipos de investimentos para compor sua carteira

Cada tipo de investimento cumpre um papel. Entender essas funções ajuda a montar uma carteira coerente.

Renda fixa

A renda fixa traz previsibilidade. Títulos públicos, CDBs e debêntures oferecem retornos mais estáveis. Em momentos de crise, funcionam como base de sustentação da carteira.

Além disso, ajudam na gestão de liquidez. Parte desses ativos pode ser resgatada com facilidade, o que dá flexibilidade ao investidor.

Para entender melhor como investir em renda fixa com inteligência, confira alguns erros que você deve evitar:

Ações

As ações representam participação em empresas. O retorno vem do crescimento desses negócios e da valorização no mercado.

Há períodos de forte alta. Há quedas também. Por isso, exigem visão de longo prazo. Quem entra esperando estabilidade costuma se frustrar.

Fundos imobiliários (FIIs)

Os FIIs permitem investir em imóveis sem comprar um diretamente. Shopping centers, escritórios, galpões logísticos. O investidor recebe rendimentos periódicos.

Eles combinam renda passiva com possibilidade de valorização. Ainda assim, sofrem influência de juros e do mercado imobiliário.

ETFs

Os ETFs replicam índices. Em vez de escolher ações individuais, o investidor acompanha um conjunto delas.

Isso simplifica a diversificação. Com um único ativo, já se obtém exposição a vários setores. Além disso, costumam ter custos mais baixos.

Commodities

Commodities incluem ouro, petróleo e soja. São ativos ligados à economia real. Em cenários de inflação, costumam ganhar destaque.

Funcionam como proteção. Quando as moedas perdem valor, esses ativos tendem a reagir de forma diferente.

Investimentos internacionais

Investir fora do país amplia horizontes. Exposição a outras economias e setores. Além disso, reduz o risco de concentração em um único mercado. Se o cenário local piora, parte da carteira pode seguir outro ritmo.

Invista com o Daycoval

Se a ideia é sair do básico e construir uma carteira mais eficiente, vale olhar para o que o Banco Daycoval oferece na prática. A plataforma Daycoval Investe reúne renda fixa, fundos e renda variável em um só ambiente, com opções para diferentes perfis, do conservador ao mais arrojado.

Além da variedade, há um ponto que pesa: curadoria e suporte especializado. O banco combina experiência de décadas no mercado com uma estrutura digital simples de usar, o que ajuda na tomada de decisão com mais segurança.

Na prática, isso significa acesso a produtos como ativos diversificados e ativos de bolsa, tudo integrado em uma única plataforma.

Se você quer diversificar de forma mais estratégica e com respaldo de uma instituição sólida, vale explorar as oportunidades no Daycoval!

Conclusão

Agora não restam dúvidas de que montar uma carteira de investimentos é uma ótima estratégia para facilitar a conquista das suas metas financeiras, sejam elas quais forem, como garantir uma aposentadoria tranquila, tem uma renda passiva, comprar um imóvel, trocar de carro ou fazer uma viagem.

Com o planejamento adequado, você pode fazer o seu dinheiro crescer, alcançar seus objetivos e ter segurança financeira.

Não espere mais, comece a montar sua carteira de investimentos agora mesmo. Bons investimentos!

FAQ

Como definir meu perfil de investidor?

Observe três pontos: prazo, tolerância a oscilações e objetivos. Quem busca segurança tende ao perfil conservador. Quem aceita variações maiores costuma ser moderado ou agressivo.

Quantos investimentos devo ter na carteira?

Não há número fixo. O foco está na diversificação entre classes, como renda fixa e variável. Às vezes, poucos ativos bem distribuídos já cumprem esse papel.

Preciso investir em ações obrigatoriamente?

Não. Ações aumentam o potencial de retorno, mas não são obrigatórias. A decisão depende do seu perfil e dos seus objetivos financeiros.

Com que frequência devo revisar minha carteira?

Uma revisão a cada 3 ou 6 meses costuma ser suficiente. Mudanças no mercado ou nos seus objetivos também justificam ajustes.

Disclaimer: 

Este material foi elaborado pelo Banco Daycoval S.A (“Daycoval”). As informações deste material são apenas informativas e não constituem solicitação, oferta ou recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Antes de qualquer decisão de investimento, os clientes deverão realizar o processo de suitability e confirmar se o produto apresentado é indicado para o seu perfil de investidor. Para fins de verificação da adequação do perfil do investidor aos produtos de investimento oferecidos, é utilizado a metodologia de adequação por produto, nos termos das Regras e Procedimentos do Código ANBIMA de Distribuição de Produtos de Investimento. Os CDBs contam com garantia do fundo garantidor de créditos – FGC, que têm um limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em cada instituição, e um teto de R$ 1 milhão a cada 4 anos. Para mais informações, visite o site do FGC: www.fgc.org.br. Fundos de investimento não contam com garantia do administrador do fundo, do gestor da carteira ou de qualquer mecanismo de seguro. Leia a lâmina de informações essenciais, se houver, e o regulamento do fundo antes de investir. O investimento em Fundos de Investimento não é garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito – FGC. Investimentos em crédito privado apresentam baixa liquidez e podem não contar com um mercado secundário ativo e em caso de venda antecipada o preço de negociação pode oscilar significativamente, dependendo das condições de mercado e da avaliação dos ativos. Títulos de crédito privado não contam com a garantia do FGC. Investimentos em Tesouro Direto atrelados aos índices de inflação e prefixado podem acarretar em perda no valor aplicado quando da venda antes do vencimento no mercado secundário, devido a marcação a mercado. Fundos de Investimentos Imobiliários (FII) são investimentos em renda variável sujeitos a riscos de mercado, crédito, liquidez e do setor imobiliário, incluindo variações no valor dos imóveis. O valor das cotas pode oscilar conforme as condições de mercado e o desempenho dos ativos da carteira. As cotas são negociadas em mercado secundário e sua liquidez depende das condições de mercado, podendo haver dificuldade de venda em determinados momentos. Investimentos em crédito privado apresentam baixa liquidez e podem não contar com um mercado secundário ativo e em caso de venda antecipada o preço de negociação pode oscilar significativamente, dependendo das condições de mercado e da avaliação dos ativos. Títulos de crédito privado não contam com a garantia do FGC. 

O investimento em ações é um investimento de alto risco e é indicado para clientes com perfil de risco arrojado. Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado e é um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. Os produtos apresentados neste relatório podem não ser adequados para todos os clientes. O Banco Daycoval não se responsabiliza por decisões de investimento tomadas com base neste material, nem por prejuízos decorrentes de seu uso. É recomendada a leitura cuidadosa da lâmina de informações essenciais e do regulamento do fundo de investimento pelo investidor antes de aplicar seus recursos.

A Ouvidoria do Banco Daycoval tem como objetivo atuar de forma independente e imparcial na mediação entre o Banco Daycoval, os clientes e os usuários de seus produtos e serviços e pode ser contatada por meio do telefone: Central de Atendimento 0800 777 0900 ou SAC 0800 775 0500 a disposição nos dias úteis, no horário das 9h às 18h.

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